P. Ferreira-Benfica, 0-2 (destaques)

Vítor Maia , Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira
13 mai, 22:18

Henrique Araújo, o bombardeiro madeirense

Figura: Henrique Araújo

Dois golos e figura do jogo. O madeirense fez valer a estreia a titular pela equipa principal do Benfica. O internacional sub-21 mostrou-se várias vezes ao jogo para jogar em apoio com os colegas, mas evidenciou-se da movimentação. Inteligente, Henrique Araújo soube sempre desmarcar-se no momento certo – o lance do 1-0 é sintomático. Assinou o 2-0 com uma finalização à ponta de lança nos instantes finais da primeira parte. Agarrou a oportunidade e deixou a promessa de discutir um lugar entre as opções atacantes do Benfica em 2022/23.
 

Momento do jogo: Helton Leite «estraga» jogada sensacional e evita o empate, minuto 44

Depois do golpe sofrido nos minutos iniciais, o Paços de Ferreira agarrou-se ao jogo e jogou muito bem. Numa das melhores jogadas da partida, Hélder Ferreira furou pelo corredor central, driblou Paulo Bernardo, tabelou com Gaitán (passe delicioso de calcanhar) e falhou na cara de Helton Leite. O Benfica acabaria por marcar praticamente no lance seguinte.


Outros destaques:

Hélder Ferreira: o golo seria a cereja no topo do bolo. O extremo do Paços de Ferreira fez um jogo tremendo. Foi, aliás, a maior ameaça ofensiva dos castores. Porém, Helton Leite impediu-o de ser feliz em duas ocasiões e de terminar a época a marcar. Mas Hélder merecia o golo, sobretudo na jogada sensacional que fez a meias com Gaitán imediatamente antes do bis de Henrique Araújo.

Helton Leite: o capitão dos encarnados foi decisivo na primeira parte do encontro. Titular pela primeira vez em quatro meses, o guarda-redes brasileiro mostrou boas leituras de jogo nas saídas a dobrar os centrais e fez três intervenções decisivas na primeira parte que permitiram ao Benfica segurar e depois, ampliar a vantagem.

Tiago Gouveia: não esteve tão bem como Henrique ou Tomás Araújo. O extremo precipitou-se em algumas decisões e pareceu intranquilidade pese tenha começado o jogo com uma assistência para Henrique Araújo. Cresceu com o decorrer dos minutos e esteve na origem do lance que permitiu ao Benfica chegar ao 2-0.  

Gaitán: não é o jogador de outrora, mas a qualidade não desapareceu. No reencontro com a equipa que representou durante seis anos, o argentino exibiu pormenores de classe. Compensa com inteligência a falta de explosão e partir da posição «dez», colocou a bola a rolar e desenhou boas jogadas de ataque. Esteve perto de marcar num lance confuso, mas foi o passe de calcanhar magistral a isolar Hélder Ferreira que ficou na retina. Fez um belo jogo.

Tomás Araújo: exibiu uma maturidade invulgar para a idade. Não deu uma nesga de espaço a Butzke e não comprometeu defensivamente. Foi, curiosamente, no momento ofensivo que o jovem central mostrou mais qualidades. Tomás Araújo foi de importância extrema na forma como o Benfica construiu e saiu, várias vezes a jogar, pela direita. Tem potencial para se fixar em definitivo no plantel para o ano.  

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