P. Ferreira-Benfica, 0-2 (crónica)

Vítor Maia , Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira
13 mai, 22:15

Despedida com promessas

Esquecer o passado e, quiçá, lançar as bases para o futuro. Assim se pode ilustrar o último jogo da época do Benfica, que marcou também a despedida de Nélson Veríssimo.

As águias desperdiram-se de uma época dececionante com um triunfo por 2-0 em Paços de Ferreira. A exibição não foi de encher o olho, mas valeu pelas prestações dos mais jovens – especialmente de Henrique Araújo.

De saída do comando dos encarnados, Nélson Veríssimo deu o palco da Mata Real à juventude. Tomás Araújo, Sandro Cruz, Paulo Bernardo, Tiago Gouveia e Henrique Araújo foram titulares. Foram, curiosamente, estes dois últimos que começaram a desenhar a vitória benfiquista.

Na verdade, o Benfica precisou de apenas quatro minutos para chegar ao 1-0. Luiz Carlos entregou a bola a Delgado, que a perdeu para Tiago Gouveia. O extremo isolou Henrique Araújo e o madeirense bateu André Ferreira.

Apesar de tranquilo na classificação, o Paços de Ferreira sentiu o golpe e demorou a recompor-se. Depois de um curto período de convalescença, os castores colocaram em prática o bom futebol que os têm caracterizado desde chegada de César Peixoto e fizeram o suficiente para chegar ao empate.

Helton Leite, a voz da experiência no meio de tanta juventude, foi impedindo os golos de Hélder Ferreira e Gaitán. De resto, o guarda-redes brasileiro fez uma defesa absolutamente decisiva depois de uma combinação entre o português e o argentino. Agarrou a preciosa vantagem, vantagem essa que os colegas trataram de ampliar na jogada seguinte.

Henrique Araújo (quem mais?) coroou a estreia a titular com um novo golo, desta feita a passe de Gil Dias. O 2-0 deixou o jogo praticamente resolvido e tornou-o menos interessante de seguir na segunda parte.

O Paços, é justo reconhecê-lo, nunca deixou de querer jogar e de ter bola, apesar da desvantagem. Teve, inclusivamente, situações para fazer o 2-1, mas Helton voltou a exibir-se a um excelente nível.

Veríssimo, por outro lado, aproveitou para estrear Diego Moreira e Martim Neto. Mesmo num ritmo mais baixo, os encarnados estiveram perto de marcar não fosse André Ferreira a travar as intenções de Yaremchuk e de Paulo Bernardo. 

Acaba assim uma época desapontante, que nem a boa prestação na Champions ajuda a mascarar. Veríssimo não sai do clube pela porta grande, mas lançou talento ao qual o Benfica se pode agarrar para construir o futuro.

Daqui para a frente decidirá Roger Schdmit. 

 

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