P. Ferreira-Santa Clara, 2-1 (crónica)

André Cruz , Estádio Municipal da Capital do Móvel, Paços de Ferreira
30 dez 2021, 18:55
P. Ferreira-Santa Clara

Morita abriu o champanhe, Denílson lançou os foguetes

O ponto que separava P. Ferreira e Santa Clara à partida para este jogo denotava o equilíbrio entre as duas equipas, que ficou ainda mais patente após o encontro desta tarde (2-1). Morita desequilibrou a balança a favor dos açorianos na primeira parte, mas Denílson Jr tratou de fazer a festa no segundo tempo e o Paços segue embalado para o «reveillon».

Foi uma primeira parte morna aquela a que se assistiu na Capital do Móvel. Os açorianos tentavam ter protagonismo com bola e até conseguiram algumas aproximações à área, mas sem roçarem o perigo. Do outro lado, viu-se uma equipa com alguns rasgos da proposta do treinador, a tentar construir apoiado desde trás, mas a esbarrar na última linha do Santa Clara, que impedia qualquer esboço de perigo.

E, por falar em linhas, um apontamento interessante que ficou logo à vista. No papel, César Peixoto montava a equipa em 4-2-3-1, mas em momento defensivo esta organizava-se com cinco defesas, já que Zé Uilton se juntava aos mais recuados.

Em época festiva, faltavam os golos. A escassez de situações flagrantes fazia prever que o nulo se mantivesse ao intervalo, mas houve um japonês a querer contrariar a tendência e a abrir o champanhe. Hide Morita, que momentos antes tinha ensaiado um remate – acertando nas «orelhas» da bola – esteve mais atento do que a desalinhada defensiva pacense e aproveitou um desvio para dar vantagem aos açorianos.

Se o golo é de Morita, não se pode minimizar o trabalho de Cryzan. Deixou para trás vários adversários desde o meio-campo, numa jogada a fazer lembrar um Diego Maradona de pé direito, e só foi travado em falta. Depois, ainda fez o remate que sobrou para regalo do talentoso nipónico.

O figurino do segundo tempo foi totalmente diferente e Peixoto lançou a equipa em busca da segunda vitória sob o seu comando. O Paços largou o papel de convidado e quis ser o anfitrião da festa.

Com mais bola do que o adversário, que adotou uma postura de contenção, os castores conseguiram encontrar espaços para penetrar na barreira defensiva açoriana. Poucos tinham visto Denílson Jr, mas foi ele quem trouxe as «passas». O avançado brasileiro aproveitou a saída de Marco e serviu o empate na Mata Real.

Às vezes, os últimos a chegar são os primeiros, é mais ao menos assim que diz o velho ditado. E Denílson comprovou-o.

Depois do golo do empate, o avançado brasileiro tratou de balançar o resultado a favor dos castores já dentro dos dez minutos finais. Era tempo de preparar o fogo de artifício em Paços de Ferreira. O Ano Novo está a chegar!

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