Tiago Margarido: «O jogo foi definido num detalhe»

Marco Milho , Estádio da Madeira
15 fev, 18:56
Nacional-FC Porto (HOMEM DE GOUVEIA/LUSA)

Treinador do Nacional destaca a forma como a equipa «consegue nivelar» os jogos com os grandes

Tiago Margarido, treinador do Nacional, em conferência de imprensa após a derrota com o FC Porto (1-0). O técnico salienta que os madeirenses voltaram a complicar a vida a um grande e lamenta que a bola parada tenha ditado o desfecho do encontro. 

Resultado volta a pender para o adversário após uma boa exibição do Nacional

«Concordo com essa análise. Sabíamos de antemão as dificuldades que iríamos ter pela frente, porque estávamos a jogar contra o líder do campeonato. Na primeira parte, conseguimos ter uma grande oportunidade, pelo Chucho, e conseguimos anular o jogo ofensivo do FC Porto. Penso que foi uma primeira parte equilibrada e acho que a igualdade ao intervalo acaba por ser um pouco penalizadora para nós, porque tivemos essa grande oportunidade que não materializámos.

Na segunda parte, o FC Porto entra melhor, mais pressionante, mais agressivo, a forçar muito na zona do Froholdt, para criar uma dupla rutura. Tivemos de ajustar e, enquanto não o fizemos, tivemos ali alguma dificuldade e a verdade é que chegam ao golo numa bola parada. Foi o detalhe que definiu o jogo. Mesmo em desvantagem, acho que voltámos a crescer no jogo, mesmo com o FC Porto a conseguir acrescentar a partir do banco e conseguimos ser competitivos até ao fim, deixando o resultado em aberto. Acho que foi um jogo que foi definido no detalhe.»

Sente que o Nacional criou uma imagem de marca nos jogos com os grandes?

«A verdade é que nós, em todos os jogos que tivemos contra os grandes, exceto no primeiro jogo contra o Sporting, conseguimos ser competitivos até ao fim e o que fez a diferença foi o detalhe. Já no Dragão também foi uma bola parada, um penálti, que fez com que o FC Porto ganhasse. Com o Benfica, já foi aqui no período de compensação, com o Sporting também no período de compensação… A equipa tem sido briosa, tem sido competente, consegue nivelar este tipo de jogos. O que tem feito a diferença é o detalhe.»

Entrada de Baeza

«Nós já tínhamos percebido que o FC Porto estava a fazer o ‘trigger’ de pressão para o nosso lado esquerdo. Como tal, pretendíamos variações longas para o nosso lado direito, com o Miguel Baeza numa zona mais alta para romper no espaço e para criar uma inferioridade defensiva ao FC Porto. Havia ali um espaço que nós podíamos explorar e queríamos forçar esse tipo de situação. No fundo, foi uma substituição ofensiva para a tentativa de ganharmos o jogo.»

Relacionados

Liga

Mais Liga