Estrela ganha novo brilho
O Estrela da Amadora ganhou este domingo um novo fôlego na luta pela manutenção ao vencer por 1-0 na visita ao Nacional, em duelo da 28.ª jornada da Liga. A formação madeirense dominou grande parte da partida, mas pecou diante de um adversário que soube esperar pelo momento certo para ser feliz. Com este resultado, o Estrela da Amadora é 15.º, com 23 pontos, mais três do que o AVS, 16.º e em zona de play-off de manutenção, enquanto o Nacional somou a segunda derrota seguida e é 11.º, com 29.
O Estrela entrou a pressionar alto, mas foi o Nacional a protagonizar um melhor início de jogo, exibindo muita dinâmica e um ritmo superior. Dudu e Daniel Penha tentaram a sorte desde ângulos reduzidos, mas ambos os remates esbarraram na defesa amadorense, que se mostrava lesta a fechar os espaços.
A equipa de José Faria parecia algo desafinada na construção ofensiva, mas aos 13 minutos conseguiu arranjar espaço para chegar ao golo. Só que em fora de jogo. Kikas, isolado por Rodrigo Pinho, trabalhou muito bem e deixou para Banza, mas este estava adiantado no momento do passe.
O Nacional suspirou e pouco depois do árbitro Hélder Malheiro apitar para o reatamento da partida, Luis Esteves surgiu com perigo a rematar para fora, mais uma vez numa zona com pouco ângulo. Na resposta, Kikas voltou a progredir alguns metros sem oposição, mas a finalização, já perto da meia lua, saiu à figura de Lucas França.
A partida parecia encaminhada para uma toada de parada e resposta, mas o Nacional não deixou. Os alvinegros ganhavam mais duelos a meio campo e pressionavam alto, não deixando o Estrela, propositadamente mais recuado, sair em transições rápidas.
CONFIRA TODO O FILME DO ENCONTRO
A turma de Tiago Margarido mandava claramente no jogo e chegava na frente, mas era obrigada a decidir sobre uma pressão constante oposta por uma defesa que atacava e fechava os espaços com muita assertividade.
O guardião João Costa foi chamado a mostrar-se atento num par de ocasiões, mas os remates de Penha, Luís Esteves e Dudu, desferidos desde a meia distância, foram anulados sem grande dificuldade. Em suma, o Nacional foi para o descanso assumindo claramente as despesas do jogo e dominando em praticamente todos os capítulos, mas sem criar ocasiões claras de golo.
Das cabines voltaram as mesmas equipas e também a mesma predisposição de jogo, o que não agradou a ambos os técnicos, que ainda antes do minuto 60, optaram por mexer nos onzes iniciais com duplas alterações, embora no caso do Estela, uma delas tenha sido motivada pela lesão de Nilton, que magoou-se sozinho ao rematar uma bola, e teve de sair de maca.
As substituições não lograram abrir, pelo que a meia distância continuou a ser a arma preferida da equipa da casa, mas sem a força ou pontaria necessárias para enganar João Costa. E quando não foi este a intervir, a bola teimou em não acertar com a baliza, como aconteceu aos 68’, com um remate de Rúben Macedo a passar a poucos centímetros do poste.
Mas foi Estrela que regressou mais afoito do descanso, melhorando no ataque à profundidade que, após várias ameaças, acabou por desfazer o nulo. Antes, João Costa negou tal ensejo a Paulinho Bóia, que rematou da direita, já dentro de área, obrigando o guardião amadorense a defender para a frente.
Aos 82’, Kikas serviu o recém-entrado Jovane Cabral e o avançado rematou de primeira para o fundo das redes, sem hipóteses para Lucas França. Balde de água fria na Choupana, mas não foi por falta de avisos…
A equipa de José Faria já vinha transpirando mais confiança e as substituições melhoraram a estratégia da equipa, diante de um Nacional que já vinha revelando dificuldades nas marcações e capacidade para acompanhar o contragolpe do Estrela.
Figura: Jovane o ‘agitador’
Começou o jogo no banco mas foi lançado na partida bem a tempo de escrever o triunfo da sua equipa. O Estrela apostou desde o início nas transições, mas foi só depois da entrada do cabo-verdiano que a estratégia teve pernas para andar. Jovane Cabral trouxe profundidade à equipa e rapidez na decisão. E também eficácia. Um trunfo jogado na mesa no momento certo e com capacidade para mudar tudo.
Momento: 81’ erro de José Gomes e golo...
José Gomes, que também foi lançado no jogo na segunda parte, perdeu a bola em zona proibida e o esférico vai ter com Kikas, que em zona central, deixa para Jovane Cabral que rematar ao ângulo. Nem com asas Lucas França chegava lá.
Negativo/Negativo:
Com esta derrota, o Nacional perdeu uma excelente oportunidade para ficar mais perto de alcançar o objetivo da manutenção. Um triunfo sobre o Estrela não garantia tal desiderato, já neste domingo, mas deixava a equipa de Tiago Margarido com um pé na I Liga da próxima época. Já o Estrela ganhou novo alento em prol do mesmo objetivo.