Golo cedo garante triunfo do Estoril na Choupana
Numa deslocação difícil à Choupana, o Estoril voltou às vitórias, batendo um aflito Nacional com um golo solitário, ainda numa fase inicial da partida. Depois de um início promissor e de alguns momentos de boa qualidade de jogo, uma sucessão de erros da equipa da casa impediu, num primeiro momento, a melhor resposta, enquanto na segunda parte foi a predisposição mais calculista da formação da Linha que impediu um jogo mais fluído.
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O encontro começou interessante e dinâmico, com ambas as equipas a apelar a um futebol positivo. Com efeito, o jogo estava aberto e não foi preciso esperar muito pelo primeiro golo.
O Nacional foi a primeira equipa a chegar com perigo a uma das balizas, numa jogada dinamizada por Alan Nuñez, que arrancou aplausos. Pouco depois, o Estoril ameaçou com uma boa combinação entre Ricard e Marqués, com Matheus Dias a cortar o perigo e a ceder pontapé de canto. Foi a partir daí, na sequência, que João Carvalho assistiu Felix Bacher para o golo inaugural, logo aos oito minutos.
O central austríaco saltou mais alto que o seu marcador e antecipou-se também a Kaique, que foi impetuoso a sair dos postes, mas ineficaz na tentativa de socar a bola.
O Nacional acusou a pressão dos resultados recentes e da posição perigosa na tabela e foi somando erros defensivos. Depois da saída em falso no lance do golo, Kaique mostrou-se intranquilo e fez um mau passe a colocar a bola num adversário. Valeu o desacerto no remate de Begraoui, que atirou ligeiramente ao lado da baliza. Os adeptos alvinegros começavam a mostrar impaciência, e logo depois foi Baeza, com um passe arriscado, a colocar pressão sobre o seu próprio guarda-redes.
A equipa madeirense tentou recuperar a tranquilidade e reagir à desvantagem, mas o Estoril controlava o jogo sem grandes dificuldades.
O jogo recuperou alguma fluidez, enquanto as duas formações procuravam privilegiar o momento ofensivo. No entanto, faltavam as oportunidades claras de golo, quase sempre limitadas a remates de longe.
No regresso para a segunda parte, o Nacional entrou mais afoito na procura do golo, auxiliado também pela entrada de Laabidi, ao passo que a equipa da Linha se passou a focar mais no momento de transição. O ascendente dos alvinegros confirmou-se com duas jogadas finalizadas por Paulinho Bóia, que num primeiro momento atirou às malhas laterais, antes de alvejar o poste da baliza defendida por Joel Robles, escassos minutos depois.
Com o passar do tempo, porém, cada oportunidade falhada e cada jogada mal definida ia pesando cada vez mais numa equipa do Nacional que jogava sobre brasas, pese embora toda a vontade que os comandados de Tiago Margarido iam demonstrando.
Até ao final, a equipa insular foi tentando o tudo por tudo para resgatar a igualdade e somar um ponto que seria precioso para a luta pela permanência, mas sem sucesso. Um jogo que chegou a prometer, mas que acabou por ficar algo aquém das expectativas.
A FIGURA: Ferro
Praticamente irrepreensível nas suas tarefas defensivas e ainda ajudou a construir jogo. A par de Felix Bacher e Tsoungui ajudou a manter inviolada a baliza de Joel Robles. O central português foi particularmente seguro e autoritário a defender.
O MOMENTO: golo do Estoril (8 minutos)
Num jogo que teve muitos remates que, ora desenquadrados, ora de demasiado longe, pouco faziam para dar mais algum colorido ao marcador, o golo madrugador de Felix Bacher foi o quanto bastou para o Estoril sair da Madeira com os três pontos. Num pontapé de canto cobrado por João Carvalho, que somou a 11.ª assistência no campeonato, o defesa austríaco marcou o seu segundo golo na prova.
NEGATIVO: Momento do Nacional
Começam a soar os alarmes na Choupana. A equipa já não vence desde 25 de janeiro, somando dois empates e cinco derrotas desde então. Nada está perdido, mas com ainda alguns jogos potencialmente complicados pela frente, começa a ser imperativo somar pontos. Sobretudo quando os opositores diretos começam a pressionar.