Rota insular demasiado larga apenas dá para o empate
O Nacional ameaçou a cambalhota no marcador em Moreira de Cónegos, mas não conseguiu consumar a acrobacia. Um ponto para cada lado (1-1), os insulares estiveram em desvantagem e, com uma reta final bem conseguida, espreitaram o regresso aos triunfos. Ficam-se pelo regresso aos pontos após três derrotas.
A rota insular foi demasiado larga, a equipa de Tiago Margarido tardou a reagir e a organização cónega voltou a dar frutos. Sem que ninguém conseguisse regressar aos triunfos, apesar da situação aflitiva na tabela, acaba por ser o Nacional a sair mais motivado do jogo, mesmo desperdiçando vários momentos para fazer o segundo, alguns deles flagrantes.
Num jogo que começou por ser sensaborão, sem grandes motivos de interesse, o Moreirense saiu para o intervalo em vantagem ao marcar precisamente no último lance do primeiro tempo, sete minutos para lá dos 45. Com o Nacional completamente descompensado, algo que não se tinha visto, foram criadas condições para que Luís Semedo partisse isolado desde o seu meio campo até bater Kaique quando ficou cara a cara com o guarda-redes.
O momento diferenciador de um jogo até então equilibrado, previsível e muito encaixado. Com apenas seis elementos no banco de suplentes – menos quatro do que o permitido – Vasco Botelho da Costa montou um onze com duas novidades. Leandro Santos e Francisco Domingues foram titulares, sendo o lateral canhoto a dar a primeira pitada de sal ao jogo.
AO MINUTO: as incidências do jogo
Quando estava decorrido um quarto de hora o árbitro Márcio Torres foi perentório a apontar para a marca dos onze metros, assinalando castigo máximo a sancionar mão na bola de Domingues. Alertado pelo VAR, o lance foi revertido pelo árbitro, sustentando que o jogador do Moreirense estava com o braço em «posição natural».
O golo motivou o Moreirense, que reentrou forte no jogo em busca do segundo. Conseguiu uma mão cheia de situações de finalização, antes de ser encostado às cortas pelo ímpeto insular na resposta à desvantagem no marcador. Num jogo de paciência, os pupilos de Tiago Margarido chegaram à igualdade, que se adivinhava, com um remate de Baeza.
Com o pé esquerdo o espanhol relançou o jogo a meio do segundo tempo; um relançar de jogo claramente favorável para o Nacional. O Moreirense, que já se organizava para segurar a margem mínima, não mais se encontrou ofensivamente, acabando por ficar à mercê da motivação do conjunto que viajou desde a Madeira.
A navegar ao sabor do vento na reta final do encontro, o Nacional impôs-se, encostou o Moreirense às cordas e colecionou lances de perigo. Alguns verdadeiramente flagrantes. Conseguiu segurar um ponto o Moreirense, ainda não é desta que o Nacional regressa aos triunfos. Impõe, para já, um travão na série de três derrotas, mas não evita a meia dúzia de jogos consecutivos sem vencer.
A FIGURA: Miguel Baeza
Assinou o empate, mas até podia ter feito mais. O espanhol, uma das novidades do onze insular, teve uma boa prestação no setor intermediário, marcou e ficou a dever a si mesmo mais remates certeiros. Após o golo teve três oportunidades flagrantes, mas em nenhuma delas conseguiu voltar a atingir o alvo.
O MOMENTO: golo do Nacional (67’)
Boa manobra ofensiva do Nacional, a conseguir colocar-se em carreira de tiro através de Baeza. O espanhol recebeu de forma orientada à entrada da área, disparando forte com o pé esquerdo, com convicção, para o fundo das redes. Remate seco a desviar de André Ferreira, restabelecendo o empate a meio do segundo tempo.
POSITIVO: uma bola por Arminda Mendes
A bola de jogo do embate entre o Moreirense e o Nacional entrou no relvado pela mão de Arminda Mendes, sócia mais antiga do Moreirense. Numa ação que assinalou o Dia Internacional da Mulher, o emblema de Moreira de Cónegos apostou de forma simbólica na sua sócia com mais anos de fidelização.