Treinador do Moreirense diz que a equipa está em processo de crescimento
Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, apontou, na sala de imprensa, a falta de agressividade da equipa, principalmente no segundo tempo, como o principal fator para a derrota. O técnico afirma que a equipa ainda está em processo de crescimento.
Como explica a derrota?
Penso que a derrota se explica com a agressividade que fomos perdendo ao longo do tempo. Tanto ao nível da nossa pressão, isso foi-se sentido nos duelos perdidos, e se tiver que identificar algum ponto de diferença no jogo, foi esse. O jogo foi repartido, isolando os dois golos, as duas equipas não criaram grande mossa à outra. Se tiver de olhar para uma causa, é essa, a falta de agressividade.
Como viu a estreia de Afonso Assis?
É sempre complicado isolar o rendimento individual do jogador. Eu considero que a equipa é sempre importante e o importante é colocar o individual ao serviço do coletivo. O Ofori é mais um jogador de ligação e o Assis é um jogador de primeira fase, para um jogo vertical.
Como explica a falta de intensidade?
Isso tem a ver com a questão física. Acho que acusamos algum cansaço e a verdade é que este jogo teve pouco tempo de preparação. Ainda estamos a conhecer a equipa e perceber como é a recuperação. Estamos a sentir que há alguns jogadores que demoram mais a recuperar. Faz parte do processo de crescimento da equipa e nós estamos a fazer o nosso. Não podemos olhar tanto para o resultado, mas para a capacidade ao logo dos 90 minutos. Tenho de dar os parabéns ao Gil Vicente. É olhar para este momento como crescimento e aprendizagem,
A derrota pode afetar a força amímica da equipa?
O nosso trabalho é que não tenha. Quando existe a vitória, há confiança. Quanto mais competente for a equipa, mais próximos vamos estar de resultados positivos. A verdade é que estamos em crescimento. Esta semana foi a primeira vez que trabalhamos uma questão ofensiva com uma defesa a três. É algo que está a ser trabalhado, vai levar o seu tempo e são as dinâmicas da equipa no dia a dia. Estamos confortáveis com nove pontos do que com seis ou sete.
