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Botelho da Costa: «Controlámos o que o FC Porto estava a fazer, não foi avassalador»

Bruno José Ferreira , Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas
27 out 2025, 23:05
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Treinador do Moreirense lamenta o penálti, o «momento do jogo», e diz que a equipa «tem de crescer»

Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, em declarações na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas. O técnico lamentou que a sua equipa tivesse cometido o sétimo penálti.

Análise ao jogo

«Tento olhar pouco para o resultado, olho mais para aquilo que é o processo: temos doze jogos sofridos e sete são de penálti e em nenhum deles posso dizer que não era. Estamos a ser muito penalizados por erros próprios, e não somos uma equipa com muitos jogadores pela primeira vez neste contexto. Olhando para o jogo, foi o golo do empate que baixou muito dos nossos índices. Disse no balneário que temos que crescer, porque alguns resultados que tivemos menos positivos estão a ser marcados por erros injustificados. Numa análise ao jogo controlámos o que o Porto estava a fazer, o Porto com muita bola, mas consentido por nós. Estivemos sempre muito compactos, no geral não foi um Porto avassalador, que nos empurrou para trás de uma forma louca. Acaba por ser ingrato para nós, mas merecemos porque o erro foi nosso. Conseguimos explorar mais do que em Alvalade, o porto também nos deu 50 metros e tivemos capacidade de os por mais em sentido. Penso que há um momento marcante, o penálti em cima do intervalo»

Quebra física

«Acabou por ser muito igual, também se sentiu o cansaço do Porto. Para quilo que é a forma de defender do Porto, pressiona a campo inteiro quase homem a homem, mas jogar os mesmos de três em três duas faz-se sentir. Podíamos ter sido mais pressionantes e mais agressivos, condicionado mais o Porto. Mas, o jogo acaba por ser decidido num momento em que o Porto é muito forte, a bola parada, o duelo e disputa».

Fator mental

«Os grandes são avassaladores, é complicado colocar na cabeça que, à partida não vamos perder. Desde que cheguei disse que queria desbloquear mentalmente isso, que queríamos ser competitivos e poder jogar para ganhar contra qualquer equipa. Uma coisa é jogar contra um bloco médio, outra coisa é jogar com pressão a campo inteiro. Tivemos isso em Alvalade, hoje acho que tivemos melhor, temos de continuar a trabalhar, penso que estamos no bom caminho, temos é de parar de fazer penáltis. Quando jogámos e tivemos coragem o Porto já não pôde pressionar da mesma maneira».

Bolas paradas

«Não acho que seja um momento nivelado [entre equipas grandes e pequenas]. Bem ou mal, as características dos jogadores acabam por ser maioritariamente influentes. Olhando para a estampa física do Porto, a qualidade dos executantes, à partida partimos um pouco atrás. Em doze golos sofremos sete de penálti, sofremos um de livre na Madeira e este de canto. Temos demonstrado competência defensiva, temos de crescer».

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