Fé cónega retomada após penitência de dois meses
Mais de dois meses depois a crença cónega foi restabelecida, com o regresso aos triunfos (1-0) da equipa de Vasco Botelho da Costa. Após sete jornadas de penitência, um golo de Alanzinho, logo aos doze minutos, foi suficiente para assinar a vitória pela margem mínima.
Num embate que esteve longe de deslumbrar, tendo apenas alguns fogachos de emoção entre a falta de intensidade, o Estoril bateu-se, uma vez mais, com a sua identidade, parecendo não encontrar motivação num jogo típico de final de época entre equipas tranquilas em que já se sente o desacelerar.
Entrou melhor a equipa da casa, o Moreirense, chegando ao tal golo decisivo cedo na partida. Momento de felicidade para Alanzinho, que com um remate que não aparentava grande perigo, viu Tsoungui trair Turk com um desvio subtil. O guarda-redes foi apanhado em contrapé, nada podendo fazer para evitar que a bola parasse caprichosamente no fundo das redes.
Os guarda-redes deram nas vistas, primeiro André Ferreira a emendar um erro em que deu a bola ao adversário, depois Turk a evitar o segundo dos cónegos, por Afonso Assis, antes do Estoril responder com uma bola ao ferro. Pedro Carvalho picou a bola sobre o guarda-redes cónego, com o ferro a ser o guardião da equipa da casa. A bola não entrou por muito pouco.
AO MINUTO: as incidências do jogo
Nem o chá do intervalo nem as substituições foram capazes de acrescentar dinamismo ao jogo, com o cronómetro a arrastar-se até ao derradeiro apito de Márcio Torres na mesma toada. Turk voltou a exibir-se a bom nível com defesas vistosas, evitando, por exemplo, o bis de Alanzinho, e na área contrária o Estoril voltou a atirar ao ferro.
Rafik Guitane, uma das apostas do técnico Ian Cathro na segunda metade do encontro, disferiu um remate ao seu estilo: tiro cruzado, em arco, a fazer a bola pingar na baliza, embatendo na parte superior da trave. Insuficiente para que a equipa da Linha voltasse a ser feliz.
Triunfo com direito a ultrapassagem por parte do Moreirense, que pariu para este jogo com um ponto a menos do que o adversário. Volta aos triunfos, encostando-se ao Vitória de Guimarães com 39 pontos no sétimo lugar. Quarta derrota consecutiva do Estoril.
A FIGURA: Alanzinho
Marca o golo que define o resultado, naquele que foi o momento do jogo, sendo um dos elementos mais esclarecidos do Moreirense. A pisar terrenos que habitualmente nem são os seus, ao ser o elemento mais adiantado, Alanzinho teve mais um par de boas ações. Ficou muito perto de bisar, a meio da segunda parte, mas Turk fez uma grande intervenção.
O MOMENTO: golo do Moreirense (12’)
Após uma série de ressaltos, o Moreirense conseguiu agarrar a bola e colocar Alanzinho em carreira de tiro. O médio do Moreirense rematou à entrada da área, aparentemente de forma inofensiva, mas a bola desvia em Tsoungui, traindo Turk. Bola no fundo das redes, caprichosamente para um lado, guarda-redes a cair para o outro. Definiu o jogo com uma dúzia de minutos jogados.
POSITIVO: fair-play entre adeptos
O jogo não estava propriamente animado, mas os adeptos não esmoreceram. No início da segunda parte, repetiram um momento de fair-play que tem animado os jogos entre os dois emblemas. Os adeptos do Moreirense gritaram «Estoril» e a cerca de meia centena de adeptos da Linha gritaram «Moreira».
