Moreirense-Gil Vicente, 1-2 (crónica)

Bruno José Ferreira , Parque de Jogos Joaquim de Almeida Freitas, Moreira de Cónegos
7 fev, 17:41

Havia um Héctor para estrear… e decidir

O Gil Vicente está novamente no quarto lugar, ainda que à condição. Em Moreira de Cónegos, em mais um duelo minhoto, após despachar o Famalicão por cinco bolas a zero, a turma de Barcelos sai do reduto cónego com os três pontos (1-2), tirado a ferros em cima do minuto noventa. O estreante Héctor Hernandez foi a estrela do jogo, ao estrear-se com um golo decisivo.

Com mais um elemento em campo a partir do minuto 41, altura em que Álvaro Martinez foi expulso, após ser-lhe assinalada grande penalidade, o Gil teve nas mãos os ingredientes para aplicar a mesma receita da última jornada, em tudo semelhante, mas a realidade é que o filme do jogo acabou por ser diferente.

A imensa alma do Morierense ainda deu para empatar no decorrer da segunda metade. O assédio gilista na etapa complementar, com várias bolas colocadas na área, resultaram no triunfo que volta a pressionar o Sp. Braga - joga este domingo ás 18 horas com o Rio Ave – na disputa do quarto lugar. 

Por parte de César Peixoto, de regresso a Moreira de Cónegos, os ingredientes foram os mesmos. O técnico não alterou qualquer peça do onze comparativamente com o jogo frente ao Famalicão. No Moreirense, Vasco Botelho da Costa alterou duas peças: Maracás e Landerson renderam Stjepanovic e Luís Semedo. 

O jogo estava amarrado, demasiado tático e disputado longe das balizas. As equipas encaixaram-se, apresentaram-se pouco dispostas para alargar a margem de erro, pelo que começou por se assistir a um jogo de paciência. Muitas disputas de bola, muitos duelos e várias faltas.

Resultado disso, espremida a primeira parte sobra muito pouco para análise. Santi Garcia disferiu um remate de fora da área, a sair ao lado, na área oposta Landerson tentou a sua sorte ao tentar o remate já no interior da área, mas a bola ressacou num adversário para canto. 

AO MINUTO: o filme do jogo

Até que, praticamente em cima do intervalo, teve lugar um dos lances da partida. David Silva sancionou um esticar da camisola por parte de Álvaro Martinez a Santi Garcia, dando ao Gil Vicente a possibilidade de passar para a frente do marcador, ficando com mais um elemento em campo pela segunda jornada consecutiva.

Confirmou-se esse cenário: o lateral espanhol foi expulso e Murilo, da marca dos onze metros, bateu André Ferreira, encaminhando o triunfo do Gil pouco antes do intervalo. O guarda-redes do Moreirense ainda adivinhou o lado, mas não foi capaz de suster o remate. 

Mesmo com menos uma unidade, o Moreirense gladiou-se com brio. Com muita luta. É certo, nem sempre com a organização devida, mas com a tal alma que permitiu chegar ao empate. Remate de Travassos, de fora da área, a bater Lucão, que não fica propriamente bem na fotografia.

Seguiu-se o melhor período do Gil. Encostou, por completo, o Moreirense no seu último reduto, colocando várias bolas na área. André Ferreira ainda adiou o inadiável, com uma defesa assombrosa. Nada pôde fazer ao minuto 88, quando Héctor, de regresso a Portugal, se estreou a marcar com a camisola gilista. Valeu três pontos.

Mais um capítulo desta caminhada triunfante do Gil Vicente, que na próxima jornada discute diretamente o quarto posto com o Sp. Braga, em Barcelos. 

A FIGURA: Héctor Hernandez
Estreia com direito a golo decisivo. O atacante espanhol foi lançado por César Peixoto na segunda parte, acabando por definir o resultado ao ser letal na área com um momento em que o instinto matador veio ao de cima por parte do avançado espanhol de trinta anos que chegou neste mercado de inverno a Barcelos. 

O MOMENTO: segundo golo do Gil (88’)
Adivinhava-se o golo da turma barcelense no chuveirinho final. Numa das muitas bolas colocadas na área, Joelson descobre Buatu ao segundo poste, que desvia para o coração da área, para Héctor Hernadez fazer o golo e levar os gilistas ao delírio com o golo apontado. Valeu os três pontos. 

 

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