«Mecanismo de solidariedade? Decisão errada, os argumentos são claros»

11 mar, 16:11
XVI Cimeira de Presidentes da Liga Portugal (FERNANDO VELUDO/LUSA)

Presidente da SAD da União de Leiria, Nélio Lucas, lamenta decisão do Tribunal Arbitral do Desporto sobre a providência cautelar apresentada pelos clubes da II Liga

A SAD da União de Leiria lamentou, esta quarta-feira, a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) de ter julgado «improcedente o procedimento cautelar (por não provado)» apresentado por leirienses, pelo Felgueiras e pelo Vizela, todos clubes da II Liga portuguesa, sobre o mecanismo de solidariedade.

O presidente da SAD leiriense, Nélio Lucas, considerou «uma decisão errada», em nota enviada à Lusa, realçando que «os argumentos apresentados são claros» e «mais claros são para todos os que estiveram presentes nas diferentes Assembleias Gerais (AG) que aprovaram a distribuição do mecanismo pelos clubes da II Liga».

Em causa está a distribuição de mais de seis milhões de euros (ME) das verbas do mecanismo de solidariedade da UEFA pelas sociedades desportivas participantes na II Liga, em vez do total de 12 milhões de reverter apenas para os emblemas do principal campeonato.

Com União de Leiria, Felgueiras e Vizela como demandantes, os clubes da II Liga contestaram as deliberações tomadas nas recentes AG da Liga, a 16 de janeiro e a 6 de fevereiro, considerando que a «deliberação unânime de 2024 criou um horizonte de estabilidade para o triénio 2024-2027».

Nélio Lucas lembrou ainda que «os clubes aprovaram a distribuição do mecanismo da UEFA pelos clubes da II Liga para o triénio, até 2027» e acrescentou que «este volte face só acontece porque a FPF [Federação Portuguesa de Futebol] solicitou à LPFP [Liga], a pedido da UEFA, que se ratificasse a decisão». «Lamentavelmente, alguns clubes deram o dito por não dito, uma vez que a aprovação anterior foi decidida por unanimidade», referiu, ainda, o presidente da SAD da União de Leiria, sublinhando também que «a grande maioria dos clubes da I Liga ratificou a decisão, cerca de 70 por cento, mas cinco clubes não o fizeram, unidos pelos seus próprios interesses imediatos» e que destes só foram ouvidos «os argumentos do Famalicão, porque os outros mantiveram-se calados e no anonimato».

Ainda assim, a União de Leiria confia que a decisão do TAD sobre providência cautelar «não invalida a ação principal que visa reverter a decisão de não distribuir as verbas pelos clubes da II Liga». «Estamos confiantes na ação principal, uma decisão concertada entre todos os clubes da II Liga que estão alinhados e unidos de forma unânime à volta de um tema que destruiu a união que havia no futebol português e que seguramente trará consequências para além deste episódio», concluiu Nélio Lucas.

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