Marítimo-Casa Pia, 1-2 (crónica)

Raul Caires , Estádio dos Barreiros
3 out, 22:39

Casa Pia sobe ao 4.º lugar e mantém Marítimo a zeros

Foi preciso sofrer muito na casa do ‘lanterna-vermelha Marítimo', mas o Casa Pia continua sensacional na I Liga. À oitava jornada, os lisboetas estão no 4.º lugar, enquanto os madeirenses seguem com zero pontos. A equipa de João Henriques até esteve a ganhar, mas acabou por permitir a reviravolta (1-2) e em superioridade numérica.   

Emoção para todos os gostos não faltou nos dois tempos. Começou melhor o Casa Pia, com Clayton, assistido por Kunimoto, a assinar aos sete minutos o primeiro momento de grande perigo, com um cabeceamento forte que passou muito perto da baliza à guarda de Trmal. 

A resposta do Marítimo surgiu três minutos depois, e com um disparo de Bruno Xadas do meio da rua que saiu na direção do alvo, mas o guardião Ricardo Batista, ao tentar dominar o esférico com a bota, acabou por deixar a deixar passar por baixo dos pitons

Acossada, a equipa de Filipe Martins partiu em busca do empate e Lucas Soares, aos 16, falhou por pouco o 1-1, após ser assistido por Kunimoto. O Marítimo começava a vacilar face à pressão alta dos lisboetas, que só tinham olhos para a baliza de Trmal, e dois minutos depois a igualdade voltou ao marcador. Numa jogada simples, aos 18, Kunimoto e Lelo desmontaram a defensiva madeirense, até deixar a bola para uma conclusão fácil de Clayton.

Os lisboetas carregaram em busca da vantagem, mas a formação orientada por João Henriques, alguns minutos de algum desnorte, começaram a pegar no jogo e a empurrar o Casa Pia para o seu último reduto. Pouco depois da meia hora Xadas testou a atenção de Ricardo Batista, na cobrança de um livre desde a direita, e Beltrame, aos 32, o rematou forte por cima da trave dos lisboetas. Na resposta, Zolotic rematou forte e com muito perigo, aos 35. 

A partida, que foi perdendo intensidade na reta final, acordou repentinamente em cima dos 45, na sequência de uma grande penalidade cometida por Zolotic sobre Leo Andrade, na sequência de um pontapé de canto. O lance passou ao lado da equipa de arbitragem, mas não do VAR, tendo Vítor Ferreira, da AF Braga, após o visionamento das imagens apontado para a marca dos 11 metros e mostrado o segundo amarelo ao defesa bósnio. Bruno Xadas foi chamado a converter, mas fê-lo dando hipóteses a Ricardo Batista, que assim se redimiu da oferta concedida no golo do Marítimo. 

Em vantagem numérica, o Marítimo regressou das cabines a dominar e a formação lisboeta, muito recuada, foi passando por alguns momentos de sufoco. O Casa Pia aguentou-se bem, até porque os verde-rubros atacaram com pouco critério e alguma ansiedade contra um bloco coeso e sem medo de dar o corpo às balas. 

Mas o desequilíbrio acabaria por ser desfeito aos 67, num lance em que João Nunes caiu na grande área após uma disputa aérea com Vítor Costa. O árbitro assinalou grande penalidade (apesar de as imagens não mostrarem uma infração clara) e expulsou o lateral do Marítimo, tendo Leonardo Lelo colocado o Casa Pia a vencer sem dar hipóteses de defesa a Trmal. 

O Marítimo continuou a ser melhor equipa e a criar mais lances de perigo na área dos lisboetas, mas com o passar do tempo começou a ser evidente que não seria desta que os madeirenses iriam somar o primeiro ponto na presente Liga. Faltava pernas, clarividência e até sorte para chegar ao empate. Com tudo para fazer golo, Joel Tagueu atirou ao poste aos 90+5 e, dois minutos depois, Chucho, sozinho na zona central, cabeceou muito por cima.         

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