Marítimo-Casa Pia, 1-0 (crónica)

Raul Caires , Estádio do Marítimo, na Madeira
8 ago, 17:56
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Segunda parte frenética dá triunfo ao Marítimo

Após três temporadas na II Liga, o Marítimo regressou ao convívio dos grandes do futebol português com uma vitória por 1-0 frente ao Casa Pia, na ronda inaugural da Liga. Um justo triunfo para os verde-rubros por força de uma grande segunda parte, em que chegou a vulgarizar um adversário que revelou falta de garra e de ideias de jogo. Argumentos que os donos do Caldeirão exibiram com nota positiva.

A equipa de Mitchell van der Gaag fez questão de assumir as rédeas do jogo nos minutos iniciais e após algumas ameaças, numa transição rápida, Guzzo conseguiu rematar em zona de perigo, mas o esférico morreu nas mãos de André Gomes. Depois foi a vez de Rodrigo Andrade rematar muito fraco em zona frontal. 

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Só que o jogo estava destinado a cair num domínio repartido, embora com sinal mais para a turma lisboeta. Se os madeirenses procuravam claramente defender coesos e depois sair em transição, os casapianos recorriam a um jogo de paciência, circulando o esférico na procura do momento certo para libertar para a finalização.

A estratégia quase resultou aos 27 minutos, quando Henrique Araújo, bem isolado por Ofori, levou a bola passar muito perto do poste esquerdo da baliza à guarda de Alfonso Pastor.  

Foi o primeiro momento de golo iminente numa partida que até então vinha denotando pouco esclarecimento de parte a parte no sentido de criar desequilíbrios nas grandes áreas. 

Após a pausa para hidratação - muito bem-vinda tendo em conta o calor e humidade que se faziam sentir nos Barreiros - o Marítimo respondeu à tentativa de Araújo com um lance de muito perigo. Simo cruzou para Butzke, que não conseguiu desviar ao primeiro poste, valendo no segundo a intervenção de André Geraldes a ceder canto, já que Tejón estava bem posicionado para encostar.

A resposta do Casa Pia chegou com mais perigo, já perto dos 45 minutos. Mas o grande remate de Rochinha encontrou igual correspondência na defesa de Alfonso Pastor. 

Descanso fez bem ao Marítimo 

Quem assistiu ao desenrolar dos primeiros 45 minutos dificilmente esperaria um regresso do descanso tão frenético como aquele que o Marítimo protagonizou. O Casa Pia foi literalmente subjugado durante cerca de 20 minutos. A bola parecia que não queria entrar, mas lá entrou para aquecer o Caldeirão

Tejón, aos 48 minutos, deixou o primeiro aviso. Quatro minutos depois, Simo desperdiçou já perto da pequena área, embora com pouco ângulo. A defesa dos libsoetas vivia momentos de grande aflição, defendendo como podia. Mas acabou por claudicar aos 61 minutos.

Com os verde-rubros a imporem as suas regras, Tejón tirou um belo cruzamento para Raphael Guzzo, que surgiu por entre os centrais a finalizar de cabeça perante um André Gomes a ver o esférico a embater na barra e cair para dentro da sua baliza. 

A equipa de Filipe Coelho tentou reagir mas foi Guzzo a ficar perto do 2-0, com Tejón novamente na assistência. Pouco ou nada corria bem aos visitantes, e nem as substituições ou a segunda pausa para hidratação ajudaram.

Em vantagem, o Marítimo tentou marcar os ritmos do jogo, mas acabou por remeter-se à defesa nos últimos minutos perante o assédio do Casa Pia, que só conseguiu assustar já em cima do final dos descontos, quando Henrique Araújo cabeceou para Pastor segurar à segunda.

FIGURA: Martín Tejón (Marítimo)

O médio ofensivo espanhol esteve em todo o lado, mas foi na frente que acabou por fazer toda a diferença. Brilhou na II Liga e agora mostrou que quer fazer o mesmo na primeira. Tentou marcar, mas como não conseguiu, tratou de ajudar os colegas a fazê-lo. E quase sempre para Guzzo, que aproveitou um dos três passes/cruzamentos de morte que recebeu para decidir o jogo.   

MOMENTO: golo de Guzzo (61m)

Martín Tejón tira as medidas e cruza para Guzzo finalizar de cabeça para o único golo da partida. Belo lance de futebol que levantou os Barreiros e acabou por dar mais mais confiança a um Marítimo que regressou do intervalo disposto a ser feliz.

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