«Rui Costa, Mário Branco e Simão falaram com os jogadores e todos foram justos»

Ricardo Jorge Castro , Estádio do Rio Ave FC, Vila do Conde
17 jan, 23:41

Rio Ave-Benfica, 0-2 (reportagem)

Declarações do treinador do Benfica, José Mourinho, na sala de imprensa do Estádio do Rio Ave FC, após a vitória por 2-0, em jogo da 18.ª jornada da Liga:

Forma como a equipa entrou após duas derrotas e se as alterações feitas na equipa são um bom ponto de partida para o que aí vem:

«Acho que o mais importante é, depois da tristeza de uma derrota, conseguir ter energia mental, crença, autoestima para chegar aqui e fazer o que se fez, jogando 90 e tal minutos na última quarta-feira, a Norte, com uma viagem triste, longa. Decidimos internamente viajar só no dia do jogo e de avião. É um bocadinho contranatura, mas foi ter ficado em casa mais um dia e tentar transformar a tristeza e a frustração de uma derrota em positividade. Em vez de se agarrarem à derrota, agarrem-se ao que eles foram capazes. Depois, a dificuldade acrescida em função das lesões que temos. A presença do Enzo no banco é duvidosa, o Manu também ainda não está bem e o Bruma está longe de estar bem. Acho que os jogadores, às vezes, também merecem palavras positivas e, da minha parte, respeito pelo que fizeram nestes últimos dois jogos, principalmente neste, com gente fatigada. O resultado não é expressivo, mas o modo como jogaram e dominaram o jogo acho que é expressivo.»

Fórmula que encontrou para motivar o grupo:

«A forma de motivar e preparar a equipa é seguindo um princípio básico. O princípio da justiça. Quem joga como o Benfica jogou no Dragão, com a entrega que eles tiveram… tratei-os com justiça. É carinho, empatia, diálogo. Não ir para o lado de o resultado ter sido uma derrota e eliminação. Foi ir na direção de um grande jogo, com personalidade. Foi ir pelo lado da justiça. Depois, analisámos o Rio Ave, como qualquer equipa. Tentámos encontrar um modo, com os jogadores que tínhamos à disposição, de criar perigo, com os que tínhamos em campo e no banco. Tínhamos Enzo, Manu e Bruma limitados, miúdo Rego, miúdo Neto, senhor António Silva… e com estas limitações tentar ter equilíbrio. Não perdemos muitas bolas, mas quando perdemos, a equipa estava organizada. Os jogadores foram bravos. Não foi feito nada de especial e não só da minha parte: o próprio presidente quando falou com os jogadores antes do jogo um par de minutos, o Mário Branco ontem, o Simão Sabrosa há dois dias. Toda a gente foi justa com os jogadores e eles responderam a essa justiça.»

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