Santa Clara-Arouca, 2-1 (crónica)

5 dez 2021, 17:43

Açor voa nas asas de Cryzan

Cryzan e Lincoln, a dupla de sucesso que garantiu uma vitória importantíssima para o Santa Clara. Os açorianos venceram hoje o Arouca por 2-1, em casa, numa exibição pragmática da formação de Nuno Campos, que não deixou de sofrer para garantir um triunfo fundamental para deixar de ser lanterna-vermelho do campeonato, pelo menos à condição.

Mas vamos ao filme do jogo. A partida começou repartida, com o Arouca a pressionar a alto e a mandar mais no jogo. Na fase inicial do encontro, a equipa de Armando Evangelista percebeu a obsessão do Santa Clara em querer sair a jogar desde trás e, por isso, juntou o bloco e subiu as linhas, dificultando a saída de jogo dos açorianos. 

Aos 16 minutos, chegou o primeiro lance de real perigo no jogo. Livre descaído na ala direita, uma espécie de canto mais curto, e Lincoln, com um remate direto, obrigou Haymamba a fazer uma excelente defesa.

Com o passar dos minutos, a equipa açoriana foi-se soltando da teia montada pelo Arouca e desbravando os espaços para chegar à baliza contrária. Aos 21 minutos, o Santa Clara chegaria ao golo, explorando a zona central: passe magistral de Lincoln, Cryzan fez um chapéu a Haymamba, e, de baliza aberta, encostou calmamente para o fundo das redes. Estava feito o 1-0. 

Nessa fase, o jogo estava agitado. A resposta do Arouca não tardou. Cinco minutos depois, lance vertiginoso do ataque aveirense, mas Arsénio, na cara de Marco, rematou por cima da baliza.

Com o passar dos minutos, a partida acalmou e passou a ser disputada na zona do meio-campo. O Arouca assumiu o domínio da posse de bola, mas não conseguia penetrar no último terço do terreno. 

Com dificuldades em criar oportunidades de golo, a equipa visitante levou perigo aos 41 minutos através da meia distância. Remate forte de Bukia de fora da área e uma grande defesa de Marco, que segurou a vantagem açoriana.

Pouco depois, o árbitro iria dar quatro minutos de desconto no primeiro tempo. E, estimados leitores, a compensação foi mais emotiva do que a restante primeira parte. 

Primeiro, aos 45+1 minutos, jogada bem construída pelo Arouca, a bola foi parar aos pés de Arsénio que, na linha da grande área, ligeiramente chegado à esquerda, rematou com classe ao ângulo da baliza açoriana. Marco ficou estatelado ao chão. Um golaço a fazer o empate nos Açores!

Mas seria de pouca dura. Aos 45+5 minutos, lance bem desenhado por Lincoln, que voltou a assistir Cryzan, que, nas costas da defesa do Arouca, rematou para o fundo das redes de Haymamba, garantindo que o Santa Clara chegaria ao intervalo em vantagem no marcador. 

Para o segundo tempo, Evangelista (que já tinha sido obrigado a substituir Pedro Moreira por Altman na primeira parte), meteu em campo Tiago Esgaio e André Silva. Aos 46 minutos, Marco levou amarelo pela demora em cobrar um pontapé de baliza. Aos 46 minutos! Um lance que simboliza a disposição apática que iria nortear a segunda parte. 

O Santa Clara atribuiu a iniciativa de jogo ao Arouca, que assegurou o controlo da posse de bola, mas teve dificuldades em chegar com perigo à baliza de Marco. A partida disputou-se a um ritmo baixo, com a equipa de Evangelista a ter dificuldades para penetrar na muralha açoriana.

O Santa Clara estava mais confortável no jogo. Mantinha-se recuado e na expectativa e, quando tinha espaço, arrancava para o contra-ataque – mas sempre com cautela.

Aos 72 minutos, os açorianos criaram perigo através de bola parada. Livre de Lincoln, cabeceamento de Cryzan (que dupla!) e excelente defesa de Haymamba. Aos 82 minutos, André Silva entrou pela área açoriana adentro e valeu um corte de Boateng a evitar o golo do empate. 

Na reta final do encontro, o Santa Clara aumentou a dose de cautela e focou-se, sobretudo, em tapar os caminhos da baliza. O Arouca subiu no terreno, pressionou a equipa açoriana e obrigou os adeptos a alguns calafrios. Aos 91+1 minutos, Altman, dentro da área, desperdiçou uma grande ocasião para marcar.

O Arouca poderia ter saído dos Açores com outro resultado, mas, no final, venceu a ideia de Nuno Campos. A segunda parte não teve grande motivo de interesse, é certo, mas foi uma estratégia inteligente e pragmática do Santa Clara que precisava, acima de tudo, de vencer urgentemente.

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