Sp. Braga-FC Porto, 1-0 (reportagem) | Carlos Carvalhal fala sobre uma das figuras do jogo e não assume luta pelo 3.º lugar
Declarações do treinador do Sp. Braga, Carlos Carvalhal, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga, após a vitória por 1-0 ante o FC Porto, em jogo da 25.ª jornada da Liga:
[Se assume a luta pelo 3.º lugar:] «Não vou assumir nada, não vou mudar o discurso em função de nada, é uma época difícil, em janeiro houve reformulação, vendas, saídas, promoção de alguns jogadores. Equilibrámos a equipa e, desde janeiro, é uma equipa mais próxima do que gostamos, do futebol a praticar. Desde janeiro tivemos uma derrota, com o Rio Ave. A equipa está em franca evolução, mas há dificuldades. Por exemplo, como viram, tínhamos no banco três jovens adultos no banco [ndr: Rúben Furtado, Afonso Patrão e Sandro Vidigal], um deles entrou [Patrão] e já nem estou a classificar o Diego como jovem. A juntar às ausências, as dificuldades do El Ouazzani e do Gharbi, que estão no Ramadão e os últimos 20 minutos foram penosos para eles, é mais uma dificuldade acrescida, mas isso não nos diminui nada. Todas as dificuldades têm feito disto um desafio. Temos nove finais para disputar, vamos tentar vencer as nove, sabendo que é uma tarefa difícil.»
[Sobre João Moutinho:] «Não é um caso de estudo, é um jogador que se preserva, que se cuida, que treina sempre muito bem, joga e treina nos limites e a consequência do seu talento mantém-se inalterável. Fez um jogo extraordinário. Juntava, com toda a sinceridade, a equipa toda e acrescentava ainda mais: só fizemos substituições mais na parte final, mas todos os jogadores que entraram, entraram bem: Racic, Patrão e o João Ferreira. O Racic, então… É um internacional sérvio, tem expectativas, entra e ajuda muito a equipa e quando a equipa joga bem e há uma comunhão dos adeptos, as individualidades têm tendência a salientar-se.»
[Se foi o melhor jogo desde que voltou a Braga:] «Não, já fizemos bons jogos, desde janeiro, vencemos o FC Porto, o Benfica e a Lazio, desde janeiro. Temos de continuar o nosso caminho.»
[Apoio dos adeptos e ainda Anselmi entender que há penálti sobre Samu:] «Não quero saber disso para nada, da parte dos adeptos agradeço o apoio, o resto, eu não quero saber, passo à frente.»