Galo sai de crista levantada
Vindo de quatro derrotas consecutivas no campeonato, o Gil Vicente voltou a ter muitas dificuldades, mas cumpriu o que Bruno Pinheiro prometeu e deu outra imagem para vencer o Nacional, por 2-1, em Barcelos.
Um triunfo muito suado e que só surgiu no último lance do encontro. O Galo sai de crista levantada e Bruno Pinheiro, que podia ter o lugar em jogo, pode respirar melhor.
Os barcelenses apanharam-se em vantagem cedo, com um cabeceamento certeiro de Santi Garcia – de volta ao onze após castigo – depois de um canto de Fujimoto ao primeiro poste. Podiam ter feito o 2-0 logo a seguir, não fosse Félix Correia falhar na cara de Lucas França. A partir daí, o extremo, uma das maiores esperanças da equipa, acumulou erro atrás de erro.
A primeira parte não foi brilhante, muito porque o Gil Vicente tentou acomodar-se com a vantagem, enquanto o Nacional sentiu dificuldades em ligar jogo até à área gilista e criar ocasiões claras de golo. Contudo, quando o conseguia, expunha a intranquilidade dos anfitriões, em virtude do mau momento.
O Nacional entrou com outra postura na segunda parte e não demorou muito até causar o pânico nas hostes gilistas. Foram precisos apenas cinco minutos para o golo do empate, que surgiu mais uma vez após um momento de passividade da defesa barcelense – a pior do campeonato.
Os defesas gilistas demoraram a aliviar a bola na sequência de um canto e foi dessa forma que o Nacional fez o golo, com Ulisses a finalizar de calcanhar perto da linha de baliza.
Via-se um Gil Vicente muito pálido e sem capacidade de reação, enquanto o Nacional tentou aproveitar a fase de maior ascendente para dar a cambalhota no resultado, mas aí apareceu Andrew entre os postes.
Nos 20 minutos finais, com as mexidas de Bruno Pinheiro, que juntou Pablo a Aguirre no ataque, o Gil Vicente tentou o tudo por tudo para chegar ao golo da vantagem, mas a precipitação dos jogadores no momento da definição foi demasiado evidente. A juntar a isto, os gilistas não se livraram de alguns calafrios na defesa e Tiago Margarido também pode sair de Barcelos a pensar que o jogo podia ter caído para o seu lado.
Mas não. Caiu mesmo para os da casa. Na última jogada do encontro, já após um alívio da defesa madeirense na sequência de um canto, Rúben Fernandes apareceu nas alturas para garantir os três pontos.
A FIGURA: Rúben Fernandes
O capitão gilista apareceu na última jogada do encontro, em tempo de descontos, para fazer a equipa reencontrar-se com as vitórias. Após um cruzamento de Félix Correia, Rúben Fernandes subiu mais alto e bateu Lucas França.
O MOMENTO: Rúben Fernandes causa o delírio, 90+7m
Tudo se encaminhava para o quinto jogo consecutivo sem vencer do Gil Vicente na Liga, mas o capitão tinha a palavra final. Golo nos descontos, delírio no relvado e nas bancadas. Sentiu-se o peso que saiu de cima dos jogadores com aquele cabeceamento certeiro.
POSITIVO/NEGATIVO: Santi García
Embora longe de uma exibição fantástica, o espanhol, que voltou ao onze, esteve em destaque. Além do golo logo aos sete minutos, somou boas decisões com bola, definindo com rapidez, mas também precisão. Alguns dos colegas não conseguiram acompanhar o nível que apresentou esta tarde.