Bruno Pinheiro não sabe «se a vitória é justa», mas garante que «o mais importante» era vencer o Nacional
Bruno Pinheiro, treinador do Gil Vicente, em declarações após a vitória por 2-1 na receção ao Nacional, na 13.ª jornada da Liga:
«[Triunfo suado, mas justo?] O importante é que foi um triunfo, vínhamos de quatro derrotas e isso tira muita confiança, dificulta muitas cosias e hoje foi um exemplo disso. Primeira parte muito interessante, com lances a roçar coisas perfeitas que podiam ter dado em golo, não concretizámos e na segunda parte sofremos golo. Os jogadores com muita vontade a ir para cima e destapámos atrás, concedemos excelentes oportunidades ao Nacional. Acabámos com uma vitória que nem sei se é justa, mas o mais importante era os três pontos.»
«[Viu a identidade regressar?] Na primeira parte gostei imenso, controlámos com bola, fomos pressionantes, criámos oportunidades claras de golo, recuperámos a identidade. Mas o mais importante era recuperar uma alma que não se viu com o Vitória e essa alma deu-nos a vitória hoje, no último lance. É preciso querer muito ganhar para se conseguir a vitoria no último lance como hoje. É o melhor indicador, um indicador de que a equipa quer muito e é por isso que estou aqui com eles. Sei que querem muito, temos tido dificuldades, mas quando se tem um grupo que quer muito, também queremos muito acompanhá-los e ter sucesso com eles. Estamos a crescer na dificuldade, na derrota, isso dói, preferia crescer com vitórias e este ano está a tocar-me crescer com derrotas. Espero sair daqui melhor treinador e que eles saiam melhores jogadores.»
«[Segunda parte gera preocupação?] Claro que gera preocupação, quando queremos ser uma equipa superior 90 minutos e só conseguimos 45, gera preocupação. Mas é natural e jogar em casa até foi mais complicado para os jogadores. Os adeptos também se impacientaram, os jogadores estavam a ter dificuldades e sentem isso. É uma aprendizagem para todos, queremos e estamos a crescer.»
«[Utilização de Caseres e o que pdoe dar à equipa] O Facu está cheio de confiança com bola e queria contagiar os colegas com essa confiança na construção. Correu muito bem na primeira parte, mas ainda está sem ritmo. Esteve lesionado até agora, fez os primeiros minutos com o Vitória e destacou-se, foi diferente, estava motivado por regressar aos relvados e quis utilizar essa confiança. Pedi para baixar e pegar no bola e foi conseguido, gostava de ter mantido na segunda, mas há o risco de lesão.»
«[Decidiu manter Félix Correia e tirar Tidjany Touré] Os dois podem decidir. O Tidjany tem a desvantagem e ser muito desequilibrador, mas tem de o fazer durante espaços mais curtos. Ainda não consegue 90 minutos com nível elevado e, por vezes, tem dificuldades na tarefa defensiva… o Félix consegue o compromisso tremendo a defender e a atacar e tem essa capacidade no último terço. Um consegue correr para trás e para a frente 90 minutos, enquanto o outro ainda não.»
