Treinador do Gil Vicente destaca a importância de não perder o jogo em Guimarães
César Peixoto, treinador do Gil Vicente, em declarações na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o empate sem golos em Guimarães. O técnico falou de um jogo «quezilento».
Análise ao jogo
«Jogo difícil, muito disputado, um pouco quizilento. Taticamente ninguém conseguiu desmanchar as organizações defensivas. O Vitória vinha num bom momento, nós vínhamos de uma derrota, era importante para nós não perder, manter a distância e, sobretudo, não ter duas derrotas seguidas. Viemos para conseguir os três pontos, a certo momento a equipa percebeu que seria difícil, acabou por conseguir um ponto, a equipa uniu-se e demonstrou grande capacidade para gerir as emoções, o jogo estava intenso e quezilento».
Possível penálti para o Vitória nos descontos
«Não vi. Se tivesse visto dar-lhe ia a minha opinião».
Confusão no túnel após o apito final
«Houve confusão, mas estava lá em baixo a falar com o Santi [Garcia]. Quando chego já estava a confusão instalada, as pessoas da Liga estavam lá e têm de reportar, temos de ser adultos, saber perder, empatar e ganhar, ter cultura desportiva. Lá dentro é guerra, mas depois temos de ter a cabeça fria para que não ocorram estas situações».
Arbitragem
«Vendo, e analisando friamente, há coisas que não gostei, há coisas que o banco do Vitória não gostou. É natural que o ambiente fique mais quente, os duelos fiquem mais ríspidos, não foi um jogo fácil, aqui e ali acho que houve dualidade de critérios, mas não foi por isso. Acho que o empate assenta bem num jogo muito intenso, muito emocional, foi mais tático do que bem jogado. Feliz pela forma como a minha equipa se comportou, teve tranquilidade, não se deixou ir pelo ambiente num jogo muito quente, conseguimos acabar com onze, de pé, segurámos um ponto».