Samu é grande e foi a dobrar
FIGURA: Samu Omorodion
O avançado do FC Porto puxou da força, robustez e sentido de baliza após o intervalo e foi decisivo para o triunfo dos dragões, com dois golos no espaço de 12 minutos na fase inicial da segunda parte. Se é verdade que pouco fez e conseguiu fazer – mérito do Vitória – na primeira parte, o arranque da segunda teve o jovem atacante de 20 anos como determinante e figura do jogo grande da 6.ª jornada em Guimarães. Estreou-se a marcar com o Farense e, na estreia a titular, justificou a aposta. Três jogos, três golos pelo FC Porto. Cheira a verdadeiro reforço.
MOMENTO: cabeça de Samu e arranque para a Vitória (47m)
Jogavam-se os primeiros instantes da segunda parte quando o FC Porto abriu caminho à vitória numa deslocação difícil. Samu, a cruzamento de João Mário, cabeceou para o fundo da baliza, aproveitando o espaço na área. Foi o arranque para a vitória do FC Porto, antes da arrancada para o bis que faria mais tarde.
OUTROS DESTAQUES:
Francisco Moura: duas assistências para golo, o 2-0 de Samu e o 3-0 de Pepê, numa exibição em crescendo, da primeira para a segunda parte. Foram notórios os pedidos de Vítor Bruno para o lateral-esquerdo atacar mais a profundidade na fase inicial de construção do FC Porto e Moura acabou por crescer com o passar do tempo e também com a vantagem da equipa no jogo.
Zé Pedro: no regresso ao onze inicial, uma exibição sólida do central do FC Porto, ao lado de Nehuén Pérez. Acumulou intervenções importantes para afastar a bola da área defensiva e mostrou de novo que é opção válida para Vítor Bruno. Teve um passe errado em zona perigosa na primeira parte, mas que dificilmente mancha o que fez num todo.
Pepê: deu robustez ao triunfo do FC Porto com o terceiro golo, aos 88 minutos, o seu primeiro desta época pelos azuis e brancos.
João Mário: ação decisiva na crença que teve no lance do 1-0, com o cruzamento junto à linha final para Samu concluir na área. Exibição regular, quer a nível defensivo, quer na capacidade de conseguir subir no terreno para ajudar a criar desequilíbrios, apesar de estes nem sempre terem surgido, por mérito da coesão defensiva do Vitória em vários momentos.
Tomás Händel: conseguiu dar sentido de equilíbrio à equipa, sobretudo na primeira parte, na forma como a equipa se posicionou e se juntou a defender e também na combatividade que teve em vários duelos. Nesses momentos, obrigou o FC Porto a fazer algumas faltas.
Nehuén Pérez: tal como Zé Pedro, uma exibição positiva em Guimarães, com segurança na saída a jogar, alguns cortes importantes, confiança no passe e na orientação da linha defensiva.
MENÇÃO HONROSA: o ambiente no início e a ovação ao Vitória no fim
O Estádio D. Afonso Henriques teve 26.377 espetadores este sábado (cerca de 1.500 do FC Porto) e o ambiente vivido na fase inicial é digno do que se devia ver mais vezes no futebol português. Uma atmosfera incrível enquanto os primeiros pontapés na bola eram dados após o apito inicial. Foi isto no início e, no final, nota também para a ovação de milhares de adeptos do Vitória à equipa, que sofreu apenas o segundo revés esta época em 12 jogos (dez vitórias, duas derrotas).
QUE AMBIENTE DO D. AFONSO HENRIQUES 😳🙌#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #LigaPortugalBetclic #VitóriaSC #FCPorto pic.twitter.com/oHwJygR0RE
— sport tv (@sporttvportugal) September 21, 2024