V. Guimarães-FC Porto, 0-1 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio D. Afosno Henriques
10 abr, 20:13

Dragão a meio gás chega para o recorde e para manter distâncias

Está batido o recorde. Com o triunfo em Guimarães (0-1) o FC Porto soma a 57.ª jornada consecutiva sem perder na Liga, estabelecendo um novo máximo no campeonato português. À boleia desse dado histórico, os dragões voltam a cifrar o seis pontos de vantagem para o segundo lugar da tabela classificativa.

No D. Afonso Henriques o FC Porto teve duas caras. Foi dominador na primeira parte, quebrou claramente após marcar o golo, pouco antes do intervalo, quando Taremi marcou na sequência de uma grande penalidade que o próprio conquistou. O iraniano sacou dois castigos máximos a Bruno Varela, mas apenas concretizou um. Foi suficiente para conquistar os três pontos num embate em que os dragões estiveram longe de deslumbrar.

Sem Uribe foi Grujic a jogar no miolo azul e branco, ajudando a estancar o miolo frente a um Vitória com várias ausências. Alfa Semedo, Handel e Tiago Silva não puderam ir a jogo, estreando-se Bamba a titular.

Mesmo sem deslumbrar, um dragão a meio gás foi suficiente para conseguir o principal objetivo do encontro: amealhar os  três pontos e avançar mais uma jornada com seis pontos de margem para o segundo lugar, ocupado pelo Sporting.

Domínio efetivado da marca dos onze metros

Entrando em campo com apenas três pontos de margem para o Sporting, o líder do campeonato entrou dominador em campo, impondo seu ritmo de forma natural perante um Vitória que se organizou como pôde para fazer face ao maior poderia do adversário.

O domínio ia sendo estéril, contudo. A equipa de Sérgio Conceição dominava, mas não conseguia criar lances de perigo. Do lado oposto Diogo Costa ia sendo um espetador, limitando-se a controlar as incidências sem ser posto à prova.

Até que ao minuto 36 Taremi cavou uma grande penalidade que o próprio transformou em golo, efetivando o domínio azul e branco no jogo. O avançado ganhou o duelo com os centrais e à saída de Bruno Varela posicionou-se para o derrube do guarda-redes. Da marca dos onze metros o iraniano não desperdiçou, batendo de forma clássica: bola para um lado, guarda-redes para o outro.

Foi em reação à desvantagem que a equipa de Pepa conseguiu soltar-se das amarras, conseguindo dois lances de aproximação à baliza, por Estupiñán e Rochinha. Um oásis naquilo que vinha a ser a capacidade ofensiva da equipa da cidade berço.

Taremi não marca o segundo penálti; jogo vivo até ao final

A reação vitoriana teve continuidade após o intervalo, com o conjunto de Pepa a ser mais acutilante e, sobretudo, a ter mais bola, algo que praticamente não aconteceu na primeira metade. O crescimento do Vitória fez-se a meias com uma quebra difícil de explicar por parte dos azuis e brancos.

Taremi ainda conseguiu um segundo castigo máximo quando estava decorrida uma hora de jogo. Uma espécie de lance tirado a papel químico com Bruno Varela a derrubar novamente o atacante iraniano, com João Pinheiro a apontar de imediato para a marca dos onze metros. Desta vez Bruno Varela ganhou o duelo e o embate manteve-se vivo até ao final.

O FC Porto percebeu que não estava numa grande noite e, por isso, não pôs em causa a vantagem, permitindo que o adversário tivesse ascendente, mas controlando as operações. Galeno ainda teve nos pés a hipótese de resolver o jogo com uma espécie de penálti em andamento. Desperdiçou.

Até ao final registaram-se várias incidências de parte a parte, O Vitória jogou os últimos dez minutos em inferioridade numérica por expulsão de Estupiñán, mas a conquista dos três pontos por parte dos azuis e brancos nunca esteve em causa.

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