No ano passado, nenhum elemento da direção do FC Porto esteve presente
Pedro Proença foi o 'mestre de cerimónia' da Liga Portugal Awards, a gala anual de entrega de prémios organizada pela entidade na cidade Porto, nesta segunda-feira. Pedro Proença destacou o ambiente de união e um facto que parece elementar, mas nem sempre respeitado - estiveram representantes dos 32 clubes da Liga e II Liga.
«Tivemos uma demonstração de exaltação e agregação e foi muito interessante ver toda a comunidade do futebol à volta do seu bem maior. Estamos muitíssimos satisfeitos. Não faltou ninguém. Houve festa e glamour, mas sobretudo um sentido de responsabilidade sobre o presente e futuro do futebol português», enalteceu Proneça. No ano passado, nenhum elemento da direção do FC Porto, liderada por Pinto da Costa, esteve presente.
Desta vez, André Villas-Boas marcou presença e até recebeu um prémio relativo às avultadas assistências no Estádio do Dragão durante a época passada.
«É um privilégio homenagear não só os melhores da época 2023/24, mas todos aqueles que contribuíram para o crescimento do futebol português e que, graças ao seu esforço e dedicação, fizeram com que o nosso futebol fosse hoje visto como aquilo que é: tão grande como os maiores. Não se pode evoluir sem unir todos aqueles que compõem a comunidade do futebol português nem se pode olhar para o futuro sem honrar o passado. É este o espírito da LPFP», assinalou Pedro Proença.
Outro dos temas em destaque foram as eleições da Federação Portuguesa de Futebol, que decorrerão até ao final do sexto mês seguinte ao encerramento do ciclo olímpico. Fernando Gomes e a sua direção (cessante) foram homenageados. Proença garante, da sua parte, tranquilidade ao ato eleitoral.
«Sabemos a importância que o futebol profissional tem e o motor que é para toda esta atividade. Naquilo que nos diz respeito, tudo faremos para que este processo seja tranquilo e tudo funcione com toda a tranquilidade nos 306 jogos dos dois campeonatos profissionais», assegurou o dirigente e ex-árbitro.
A cerimónia ficou marcada pelas homenagens ao falecido Sven-Göran Eriksson, antigo treinador do Benfica em duas fases (1982-1984 e 1989-1992), que morreu hoje em casa, aos 76 anos, depois de uma luta contra um cancro no pâncreas.
«O futebol português e mundial está de luto. Morreu um verdadeiro embaixador dos princípios de fair play e respeito que defendemos na LPFP e daquela máxima que tenho apelado sempre: os clubes devem ser só adversários durante os 90 minutos. Na restante atividade, temos de ser todos parceiros. Se não soubermos defender o futebol, mais ninguém o fará por nós», concluiu Pedro Proença.
