Moreirense-FC Porto, 1-2 (crónica)

Bruno José Ferreira , Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas
27 out 2025, 22:28
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Dragão que cospe fogo até ao último fôlego

Uma faceta já vista esta época. Uma alma que não se rende. O dragão voltou a cuspir fogo até ao último fôlego e sai de Moreira de Cónegos com um triunfo no jogo de encerramento da nona jornada da Liga (1-2). Os azuis e brancos estiveram em desvantagem, mas deram a volta ao texto já fora de horas com golos de Samu e Deniz Gul.

O avançado turco saltou do banco para ser decisivo num lance de bola parada. Num campo difícil, em que o Moreirense somava por triunfos os jogos caseiros, a equipa de Farioli não teve um jogo simples, muito pelo contrário, e à falta de engenho em jogo corrido, foi através de dois lances de bola parada que os portistas voltaram a isolar-se no topo da classificação. Embate intenso e rasgadinho em Moreira de Cónegos.

Após a primeira derrota da temporada, no terreno do Nottingham Forest a contar para a Liga Europa, Francesco Frioli apostou naquele que tem sido o onze base azul e branco, fazendo regressar Gabri Veiga à equipa por troca com Pablo Rosário. Eliminado da Taça de Portugal, o Moreirense defendeu o título de única equipa 100% vitoriosa em casa com os regressos de Stjepanovic e Francisco Domingues à equipa.

Domínio e muita bola, mas apenas um penálti serviu de resgate

Jogo no meio campo cónego, muita bola do FC Porto e domínio completo por parte da equipa azul e branca. Uma postura assumida pelo conjunto de Farioli e aceite, de forma cínica, pelo Moreirense. Mas, faltavam ideias à equipa da invicta, faltava rasgo e criatividade para definir no último terço de forma a criar lances de perigo.

Organizado, o conjunto de Vasco Botelho da Costa soube estar compacto e, na primeira vez que a ousadia permitiu ir à área adversária Alanzinho deu uma estocada no dragão. Remate de primeira, em vólei, a desviar em Bednarek e a trair Diogo Costa, deixando o FC Porto em desvantagem no desafio e desconfortável perante a falta de capacidade para encontrar os espaços corretos para atacar a baliza de André Ferreira. 

Gabri Veiga, a novidade da equipa, ainda introduziu a bola na baliza, num belo gesto técnico, mas estava em posição irregular. Quando se fazia a contagem decrescente para o intervalo, Samu teve no pé direito a possibilidade de resgatar os azuis e brancos. Penálti a castigar o agarrão de Maranhão a Froholdt na sequência de um canto, que João Gonçalves assinalou após ver as imagens.

Do banco para a conquista dos três pontos

Na marca dos onze metros Samu não desperdiçou, nos descontos, relançando o jogo para a segunda metade, já com William Gomes em campo, que rendeu Borja Sainz. Mas, foi com Rodrigo Mora – a segunda aposta de Farioli – que o FC Porto conseguiu superiorizar-se com lances de finalização mais evidentes.

Os espaços reduzidos favoreceram o estilo de jogo de Mora, o FC Porto foi mais prático, mas o Moreirense arregaçou as mangas na luta pelo empate. O jogo arrastou-se nesta toada, com mais Porto a embater num conjunto cónego compacto e organizado, capaz de sobreviver mesmo em lances em que teve o credo na boca. Até que praticamente em cima do minuto noventa o dragão voltou a ir ao fundo da sua alma imensa para somar os três pontos. Kiwior faz um primeiro desvio, Deniz Gul confirmou o desvio triunfal de forma oportuna para devolver os dragões aos sorrisos das vitórias.

Triunfo difícil, mas saboroso do FC Porto, num embate complicado em que sofreu o segundo golo nesta edição da Liga. A fortaleza cónega abre a primeira brecha, mas nem assim o Moreirense deixa de estar a protagonizar um bom arranque de temporada. 

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