FC Porto-Sporting, 3-0 (crónica)

Vítor Hugo Alvarenga , Estádio do Dragão, Porto
20 ago, 22:36

O campeão ganha ao sprint

Numa noite para esquecer, o Sporting saiu do reduto do campeão nacional com uma derrota pesada e Ruben Amorim terminou o jogo com Ricardo Esgaio no meio-campo, certamente com saudades de Matheus Nunes. O FC Porto venceu por três golos sem resposta (3-0) no Estádio do Dragão, em encontro referente à 3.ª jornada da Liga 2022/23.

Evanilson inaugurou a contagem a caminho do intervalo (42m), Matheus Uribe (78m) e Galeno (86m) - que voltou a ser importante a partir do banco de suplentes - deram as estocadas finais já no último quarto de hora.

Sérgio Conceição suplantou o treinador leonino na estratégia de jogo e foi mais eficaz na dança das substituições. Amorim mexeu para evitar a derrota, o técnico local respondeu com Galeno e garantiu a vitória categórica.

FICHA DE JOGO E NOTAS ATRIBUÍDAS AOS JOGADORES

O treinador do FC Porto reforçou o setor intermediário com Bruno Costa, para além de Otávio, mantendo o losango que deixou boas indicações neste arranque de temporada. Já Ruben Amorim mexeu menos, colocando apenas Morita no lugar de Matheus Nunes, que partiu para o Wolverhampton. Apesar de ter atirado ao poste logo a abrir (11m), o japonês foi curto para o que o Sporting precisava no Dragão.

Correr mais, querer mais, conseguir mais

Amorim diz que Conceição o supera na azia, mesmo sendo campeão nacional. Tem razão. E será precisamente essa uma das chaves do sucesso deste FC Porto. A azia, a constante insatisfação, a garra, a intensidade. Correr mais, chegar primeiro a cada lance. No fundo, querer mais.

Foi precisamente por aí, aliás, que surgiu o ponto de desequilíbrio neste clássico, já ao minuto 42. Taremi disputou o lance com Adán. Não se encolheu, após cruzamento soberbo de João Mário na direita, e levou a bola a seguir a direção de Evanilson, que finalizou sem oposição. Entre quatro adversários (os três centrais e o guarda-redes do Sporting), os dois avançados portistas saíram a ganhar.

OS DESTAQUES DOS DRAGÕES

Se Adán ficou mal na fotografia do lance do FC Porto – ele que já deu tanto aos leões -, Diogo Costa brilhou a grande altura na resposta leonina, sobretudo com uma defesa monstruosa a remate de Francisco Trincão, em cima do intervalo (45+3m). O duelo entre os dois melhores guarda-redes da Liga portuguesa fez a balança pender para a equipa da casa ao longo do encontro.

De forma sucinta, o Sporting entrou melhor no jogo e ameaçou no primeiro quarto de hora. Os campeões nacionais responderam com estrondo, tirando partido da má noite leonina na defesa, entre o centro e a direita. Luís Neto repetiu defeitos que lhe são reconhecidos, Pedro Porro errou mais do que aquilo a que habituou os adeptos.

Ainda assim, quando conseguia ultrapassar a zona de pressão alta do FC Porto – e nesse ponto, que falta fez Matheus Nunes… - a equipa de Ruben Amorim conseguia desenhar combinações interessantes e aproximar-se da baliza azul e branca.

Conceição supera Amorim nas substituições

Depois do intervalo, de resto, essa foi a toada do clássico, com os dragões a baixarem linhas e os leões a assumirem a iniciativa de jogo. As entradas de Rochinha e Nuno Santos, ao minuto 70, provaram que a formação lisboeta estava disposta a correr todos os riscos para tentar chegar ao empate. Tanto arriscou…que sofreu o segundo.

OS DESTAQUES DOS LEÕES

Sérgio Conceição lançou Eustáquio e Galeno, vendo Pedro Porro negar o 2-0 a Galeno - precisamente - com as mãos, quando Adán estava fora da baliza. Matheus Uribe não desperdiçou a oportunidade, convertendo com êxito o penálti (78m).

Galeno, que já tinha entrado bem em Vizela, voltou a ser uma arma importante para o FC Porto a partir do banco de suplentes. Já ao cair do pano, depois de mais uma grande defesa de Diogo Costa - com Fatawu em excelente posição na área (83m) - o extremo brasileiro aproveitou o sábado desastrado de Adán – três saídas fora de tempo da baliza – para conquistar um castigo máximo, que o próprio transformou no 3-0 (86m). Já em período de descontos, Verón ainda festejou o quarto golo portista, anulado por Nuno Almeida por uma pretensa falta.

Nota final para o comportamento lamentável de Matheus Reis ao longo do encontro. O defesa do Sporting não guarda boas memórias dos jogos no Estádio do Dragão, é certo, mas não há justificação possível para aquele encosto de cabeça num jovem apanha-bolas, uma imagem que vai correr mundo e que apenas representa o total desnorte do lateral do Sporting.

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