FC Porto-Rio Ave, 2-0 (crónica)
Dragão de peito feito a caminho de Alvalade
O FC Porto vai de peito feito para o Clássico com o Sporting, na próxima jornada, depois de um triunfo absolutamente dominador na receção ao Rio Ave (2-0).
Os dragões começaram a vencer logo aos 18 segundos de jogo, mas não tiraram o pé do acelerador na primeira parte e somaram ocasiões que dariam até para estar golear ainda antes do intervalo. Na segunda parte, já a jogar contra dez, deu para fazer gestão física dos jogadores, dar minutos a quem não tem e descansar com bola.
O Rio Ave, por sua vez, teve uma tarde para esquecer. Os vilacondenses prometiam uma abordagem corajosa antes da partida, mas foram incapazes de lutar contra as armas do FC Porto e nem sequer conseguiram somar um remate (23 contra 0).
FILME, FICHA E VÍDEOS DOS GOLOS
Só houve uma equipa a "jogar" na primeira parte. O FC Porto esteve sempre ligado à tomada e marcou o golo mais rápido da história do Dragão, com um remate acrobático de Galeno, que desde logo expôs as dificuldades defensivas do Rio Ave.
A equipa azul e branca recuperou a bola quase sempre para lá da linha do seu meio-campo e não deixou o Rio Ave respirar. Os dragões mostraram um futebol associativo, com muito envolvimento pelo meio (os intervenientes ajudaram). Já o Rio Ave, nem sequer conseguiu sair para o ataque, daí as três substituições de Luís Freire aos 30 minutos, isto numa altura em que perdia por 2-0, fruto do golo de Nico González, com um remate de fora da área.
A expulsão de Patrick William, por acumulação de amarelos, à beira do intervalo, fez cair por terra a hipótese de discutir o resultado ou até de diminuir estragos.
O conjunto de Vila do Conde revelou muita falta de acerto na linha defensiva, que esteve subida nos minutos iniciais e pagou caro por isso. O meio-campo pareceu demasiado permeável para um jogo deste nível e os homens do ataque nem sequer puderam ter a bola para vislumbrar um ataque rápido.
Com a entrada de Pepê no onze – Navarro ficou no banco e Namaso jogou mais adiantado – o FC Porto ganhou ainda mais mobilidade no ataque. Os jogadores portistas deambularam por várias posições, a tentar combinações curtas e sobretudo pelo corredor central: aquele futebol associativo que Vítor Bruno imprimiu na equipa desde que assumiu o comando.
A primeira parte foi completamente esmagadora e ao intervalo o jogo estava resolvido, tudo isto perante um Rio Ave impotente. O segundo tempo foi bem diferente do primeiro, com a equipa de Luís Freire a tentar juntar as tropas atrás – ainda vislumbrou um ataque muito perigoso aos 76 minutos, o melhor que fez em todo o encontro – e o FC Porto a baixar o ritmo.
Mesmo a jogar numa velocidade abaixo, os dragões tiveram várias oportunidades de golo, algumas das quais apenas com Jhonatan pela frente, mas revelaram algum desacerto na finalização.
Essa é, de resto, a nota negativa a apontar ao FC Porto esta tarde. Porém, o problema já é antigo e resta ver se as novas contratações para o ataque conseguirão resolvê-lo. Por outro lado, a equipa portista continua sem sofrer na Liga ao fim de três jogos. Dados encorajadores antes do duelo com o Sporting, que também segue cem por cento vitorioso.
