Exibição completa de Samu e o herói improvável do dragão
FIGURA: Samu (FC Porto)
O avançado do FC Porto deixou para o fim do ano a sua melhor versão. Assinou uma exibição completa, na qual bisou (são já três jogos seguidos a marcar), mas deu sobretudo nas vistas pelo envolvimento constante nas jogadas criadas pelo ataque portista. Esteve em todo o lado, deu apoios frontais importantes aos companheiros e mostrou uma boa relação com a bola, o que nem sempre acontece.
MOMENTO: Francisco Moura, o herói improvável (63 minutos)
Até aí tranquilo, tal era o domínio exercido pelo FC Porto em campo, o Dragão gelou com o golo do empate do Estrela da Amadora, ao minuto 60. Mas a resposta dos portistas foi imediata com o golo de Francisco Moura, o mais lúcido num lance atabalhoado na área Tricolor. Um lance que afastou fantasmas e lançou a equipa para um resto de jogo mais tranquilo.
Outros destaques:
Alberto Costa (FC Porto): de longe o mais afoito dos dois laterais do FC Porto, criou bastantes desequilíbrios à direita. Num desses momentos em que fugiu à frágil oposição de Stoica, acabou derrubado por Bernardo Schappo na área do Estrela, originando o penálti convertido por Samu ao minuto 18.
Jan Bednarek (FC Porto): novamente o patrão da defesa, ganhou praticamente todos os lances que disputou. Em cima do intervalo, intercetou um passe que ia deixar Kikas na cara de Diogo Costa. Viu o amarelo por uma falta a meio-campo, que o vai deixar de fora do jogo em Alverca, na próxima jornada.
Francisco Moura (FC Porto): ganhou relevância no jogo pelo golo importante que marcou. Menos ativo no ataque do que Alberto, procurou dar equilíbrio ao setor recuado da equipa.
Rodrigo Mora (FC Porto): longe de ter sido uma das suas melhores exibições, não deixou de dar um toque especial ao jogo. O seu talento quase que obriga a isso, mesmo quando não define tão bem os lances. Esta noite, podia ter faturado em diversas ocasiões, mas perdeu-se em “rodriguinhos” no momento de finalizar. Os génios também têm dias assim.
Paulo Moreira (Estrela da Amadora): o mais talentoso dos três médios do Estrela, procurou ligar o jogo da equipa e deixá-la respirar nos momentos em que foi capaz de segurar a bola. Procurou dar soluções a um conjunto que mostrou dificuldades em construir os seus ataques.
Sidny Cabral (Estrela da Amadora): desempenhou um duplo papel, fechando à direita no momento defensivo e subindo na ala quando a equipa recuperava a bola. Mais uma exibição interessante, sobretudo no plano físico. Assistiu Marcus Abraham para o golo do Estrela.