FC Porto-Estrela da Amadora, 3-1 (crónica)

Rui Almeida Santos , Estádio do Dragão, Porto
15 dez 2025, 22:41

Dragão passou pelo sono, mas despertou com um susto

O líder prevaleceu, no Dragão, não sem antes ter passado por um enorme susto perante um adversário que pouco fez para ter um papel assim tão importante neste filme. Afinal, o Estrela marcou no único remate que fez à baliza de Diogo Costa, ao minuto 60, e deixou o FC Porto expressar-se como quis no ataque. Os golos demoraram, é certo, mas acabaram por exprimir o domínio portista no encontro.

Acossado pelos triunfos expressivos de Sporting e Benfica, no fim de semana, o dragão entrou “a matar” no jogo. Só nos primeiros cinco minutos, Samu, Pepê e Rodrigo Mora ameaçaram a baliza de Renan, dando o mote para um primeiro tempo de controlo total dos portistas.

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Ainda que desempoeirada de ideias, defendendo com uma linha de quatro que soltava, na direita, Sidny Cabral nos momentos ofensivos, a equipa Tricolor foi uma manta de retalhos que os jogadores do FC Porto iam esburacando com algum à-vontade.

João Nuno colou Ngom e Alex Sola a Rodrigo Mora e Victor Froholdt, mas partilhou entre Kikas e Marcus Abraham a tarefa de fechar o espaço a Alan Varela, o que nem sempre sucedeu, fosse pela boa dinâmica do FC Porto ou pelos timings inadequados da dupla de avançados quando chamada a essa tarefa.

Com Pepê e, sobretudo, Samu muito dinâmicos no ataque, os azuis e brancos começaram por ver um golo anulado ao avançado espanhol, por fora de jogo (8 minutos), ele que haveria de inaugurar o marcador dez minutos depois, de penálti.

Até ao intervalo, Samu, Borja Sainz e Rodrigo Mora desperdiçaram boas ocasiões, perante um adversário sem ideias nem a capacidade, por exemplo, de lutar por grande parte das segundas bolas que surgiam. Um dragão glutão teria, certamente, fechado a questão logo aí.

Os portistas terão ficado a pensar nisso quando, aos 60 minutos, Marcus Abraham saltou mais alto do que Alan Varela para cabecear para o empate, penalizando uma dupla falha grave do médio argentino (perdeu a bola para Kikas no início do lance), que não tardou a ceder o seu lugar a Pablo Rosario.

Só que o suspense durou pouco tempo no Dragão. Apenas três minutos depois, Francisco Moura assumiu o papel de herói, para muitos certamente improvável, e devolveu a vantagem ao FC Porto na sequência de um lance confuso na área estrelista, com pedidos de penálti pelo meio e que terminou com um grito geral, de raiva mas também de alívio, vindo das bancadas.

Aos 73 minutos chegou o bis de Samu, em mais um lance confuso, e com ele a certeza da vitória do FC Porto, que segue intratável no comando da Liga. Ainda não foi desta que se fez o que ainda não foi feito.

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