Treinador do FC Porto fala do «ruído» que se gerou após o jogo com o Sporting e revela dados para provar que os dragões foram superiores
A antevisão de Francesco Farioli ao jogo com o Nacional ainda foi muito marcada pelo que aconteceu no Clássico com o Sporting. O treinador do FC Porto não quis responder às palavras de Rui Borges minutos antes, mas garantiu que o «ruído» não entra no balneário portista e apelou a que a época dos dragões fosse mais valorizada.
Comentários de Rui Borges sobre os incidentes no Clássico
«Não ouvi a conferência e não sei a que é que ele se referia. Não estou aqui para comentar as palavras do meu colega. Não tenho muita coisa a dizer.»
Episódios que envolveram os apanha-bolas
«Estamos num momento em que há um dossier em aberto, as autoridades estão a averiguar o que há para averiguar. Arranjamos sempre razões para tirar as atenções do jogo. Vi um artigo esta manhã que falava disso mesmo: quão rápido nos esquecemos da bola a rolar na relva e o que acontece no campo – e acho que atenção tem de estar lá. Não vejo muitos comentários sobre o que estamos a fazer, o que estes rapazes fazem todos os dias. Estamos contentes com o processo, com uma equipa que está invencível contra os dois maiores rivais, que só concedeu dois golos, um com penálti no último minuto do jogo e um autogolo. Há coisas muito boas de que, às vezes, devíamos falar mais.»
Proteger o grupo do ruído e manter o foco no Nacional
«Acho que sou o único que lê todos os jornais, porque é o meu trabalho estar aqui muitas vezes por semana para falar convosco. Os jogadores, por vezes, veem uns tweets, alguns pegam no jornal algumas vezes, mas, no final, todo o ruído, toda esta poluição e polémicas que se tentam construir não afetam minimamente a dinâmica do grupo. O grupo está muito motivado. Vimos de um Clássico em que não conseguimos o resultado que queríamos, mas fizemos uma grande exibição. Há muitas formas de analisar o jogo, toda a gente vê os jogos com os seus óculos e perspetiva. Algo que gosto de fazer na revisão do jogo é observar um painel que o meu analista costuma fazer e é lá que está a abordagem ao jogo. Só havia um vídeo da nossa fase de construção. E tivemos 25 momentos de pressão alta. Acho que merecíamos ganhar e, após uma revisão a frio, continuo a pensar o mesmo. Contra uma grande equipa, digo isso há muitas semanas, estão a fazer um trabalho fantástico na Liga e na Champions. Mas se forem ver os 90 minutos foi muito claro como a equipa jogou e, sobretudo, o desejo de obter o resultado. Quando defendemos mais baixo, é porque defrontámos uma equipa de topo, e acho que defendemos muito bem, porque não concedemos quase nada, tirando o penálti. É muito fácil manter a equipa na mentalidade certa. A exibição que fizemos contra o Sporting foi muito positiva, mas sem o resultado que queríamos.»
«Mas a realidade é que, devido ao vosso trabalho, a atenção está no passado, enquanto o nosso futuro é o Nacional, uma equipa que quando veio jogar ao Dragão nos pôs em dificuldades. Em jeito de comparação, o Nacional é uma das equipas que tem mais clipes da nossa primeira fase de construção, porque eles vieram pressionar agressivamente, foram pressionar o Diogo Costa, os nossos centrais, tiveram uma estratégia diferente na primeira fase do jogo, outra na segunda e outra no meio-campo deles. É uma equipa capaz de gerir os momentos de jogo e temos de dar a resposta certa perante os cenários que vamos encontrar.»