Famalicão-FC Porto, 1-1 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Famalicão
7 dez 2024, 22:39

Hemorragia externa por estancar

O FC Porto voltou a não encontrar o caminho da felicidade longe do Dragão, empatando a uma bola na deslocação a Famalicão. Num jogo em que praticamente impuseram sentido único, os dragões estiveram a perder e viram os famalicenses desperdiçar uma grande penalidade.

A hemorragia externa continua por estacar, apesar do triunfo sobre o Casa Pia. Após quatro jogos sem vencer fora de portas – em que sofreu uma dezena de golos – o FC Porto voltou a perder pontos fora, acabando a ronda no terceiro posto igualado com o Benfica, quando a perspetiva era encostar ao Sporting na frente.

Com Ricardo, um homem da casa, no papel de treinador interino, o Famalicão voltou a pontuar depois de duas derrotas consecutivas. Os famalicenses não vencem em casa desde 24 de agosto, mas a realidade é que só perderam com o Sporting.

Sentido único de um lado, poder de fogo do outro

Apostado em atirar para trás das costas a má fase, Vítor Bruno apostou na mesma equipa que regressou aos triunfos na última jornada, na receção ao Casa Pia. A exceção foi João Mário, lesionado, que acabou rendido por Martim no corredor direito.

Os dragões sobrepuseram-se aos famalicenses e impuseram sentido único ao jogo. Com várias combinações ofensivas, o FC Porto foi colecionando lances de finalização, faltando apenas ser mais efetivo para transformar o domínio avassalador em golo. Organizado, o Famalicão fez por se aguentar, dando o primeiro sinal de vida à meia hora de jogo com um remate de Youssouf ao lado.

Em branco nos últimos quatro jogos em casa, o Famalicão desfez-se desse fardo em cima do intervalo num dos derradeiros lances da primeira metade. Ataque rápido, Rafa Soares coloca a bola na área, Diogo Costa ainda consegue resolver numa primeira instância, não conseguiu travar o remate de Aranda.

Igualdade e intensidade

Em desvantagem, o assédio do FC Porto foi ainda mais forte. Zlobin teve de fazer a mancha logo no reatar do encontro para evitar que Samu fizesse o empate, perdendo o duelo com o espanhol poucos minutos depois, num lance de bola parada. Pepê fez o cruzamento, na segunda bola Samu encheu o pé para restabelecer a igualdade.

O embate ficou aberto. Expôs-se a mais riscos o FC Porto na busca da cambalhota no marcador, dando mais margem de contragolpe ao Famalicão, que ganhou mais presença ofensiva com Mario Gonzalez no ataque. O avançado foi ao choque, apostou na velocidade e transportou a linha defensiva dos portistas para um maior desconforto.

A um quarto de hora dos noventa o momento do jogo. Tensão e indefinição: o FC Porto festejou o segundo golo, mas alertado pelo VAR Luís Godinho levou a bola para a área contrária. Penálti por mão na bola para os famalicenses; Aranda na marca dos onze metros. Diogo Costa foi enorme entre os ferros e travou o penálti de Aranda.

O jogo ficou fechado aí. Não mais o marcador mexeu, terminando com a igualdade a uma bola, que dá ânimo aos famalicenses e volta a colocar os portistas em convulsões em véspera da receção ao Midtjylland, jogo importante para as contas europeias do FC Porto.

 

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