Tozé Marreco e a pancadaria: «Não temos duas caras»

Tomás Brito , Estádio José Gomes
18 mai, 18:59
E. Amadora-Gil Vicente (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

Treinador do Gil Vicente ficou «descontente» com a derrota e abordou a confusão que se instalou no relvado após o apito final

Tozé Marreco, treinador do Gil Vicente, em conferência de imprensa, depois da derrota, diante do Estrela (1-0), em jogo da 34.ª jornada da Liga:

[Análise ao jogo] «Objetivo conseguido de forma clara. Mais cedo do que se podia pensar que poderia ter sido conseguido. Foram cinco semanas muito duras e de muito trabalho e os jogadores responderam bem. Merecemos estar a disputar a primeira liga no próximo ano. Uma confiança muito grande da estrutura naquilo que podíamos fazer e minha nos jogadores. Tudo correu da melhor forma. Se pudéssemos conquistar mais pontos melhor, mas estou orgulhoso por termos conseguido o objetivo.»

[Novos jogadores na próxima temporada?] «Nem sei o que vou jantar. Temos que ver como vai ser. O mercado ainda é longo. É muito cedo para se falar nisso. Já lhes comuniquei qual a minha ideia e tem de ser gerido pelo clube. Quero dar seguimento ao trabalho que foi bem feito. Uma base interessante de jogadores que temos e que é interessante mantermos. Continuar a fazer o trabalho que está a ser feito e projetar o Gil Vicente o máximo possível.»

[Substituições na primeira parte e se ficou feliz com a atitude da equipa?] «Podia ter sido de outra forma. Falar de mais dos jogos nos bastidores. Faz-me confusão o que se passou aqui na parte final. Foi absolutamente vergonhoso para quem teve as atitudes. O Gil Vicente veio aqui lutar pelo jogo. Não pode haver outra hipótese no futebol profissional. Saio descontente com aquilo que fizemos na primeira parte. Na segunda controlamos o jogo.»

[Confusão no final do encontro] «Parabéns ao Estrela pela vitória, mas cenas lamentáveis no final do jogo. O nosso banco teve um comportamento exemplar. Percebendo o que se passa do outro lado, porque consigo perceber que se tratava de um jogo de vida ou de morte. Não houve nenhuma provocação da nossa parte. Na primeira parte falei calmamente com o João Reis, que é meu amigo, e do nada estamos a ser insultados pelo treinador da equipa adversária, de forma inexplicável. Não respondi. Mas não podemos chegar ao final do jogo como se nada se passasse. Não temos duas caras.»

[Como avalia estes primeiros jogos no Gil Vicente] «Caí de paraquedas aqui. Em todos os clubes onde passei, cumpri os objetivos de forma clara. Era o clube que queria trabalhar no futuro. Saí do Tondela naquele momento da época e arrisquei juntar-me ao Gil Vicente. Mas preparo os jogos da mesma maneira que tratava em Oliveira do Hospital.»

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