Equipa sensação da Liga escorrega na Reboleira
Sol e futebol. Que belo plano para uma tarde de domingo, certo? Pois bem, a Reboleira recebeu a ementa para um belo jogo para a Liga. Os ingredientes estavam lá.
Acrescentava-se um fator: duas equipas com fome de vencer. O Estrela da Amadora, a jogar diante dos adeptos, não vencia há três jogos. O Gil Vicente, que também contou com ume bela moldura humana, não triunfava à duas jornadas.
O jogo começou «rasgadinho», como se gosta. Não houve um dominador claro... até haver. Ainda dentro dos dez minutos inicias, um gilista foi derrubado dentro de área. Luís Godinho foi chamado ao VAR e não hesitou: castigo máximo.
Da parte dos onzes metros, Murilo, avançado brasileiro, atirou para o quarto golo de penálti da temporada. Renan ainda adivinhou o lado, mas nada pode fazer para evitar o primeiro do encontro.
O marcador estava aberto e o Gil aproveitou para, com qualidade, colocar-se confortável no jogo. A equipa de César Peixoto, com uma pressão pouco subida, mostrou organização que irritou, até, os adeptos da casa.
O Estrela da Amadora não conseguia chegar perto da baliza adversária e isso motivava assobios das bancadas. Ou melhor, quando chegava, não era legal.
Ianis Stoica, que foi a referência no ataque na primeira parte, chegou mesmo até a marcar dois golos. Mas, para azar dos adeptos tricolores, o romeno foi sempre apanhado em posição fora-de-jogo.
As equipas recolheram, portanto, aos balneários com a formação de Barcelos na vantagem. Porém, tudo estava aberto ainda.
João Nuno não perdeu tempo e operou mexidas logo ao intervalo. Fez entrar Rodrigo Pinho e Eddy Doué para os lugares de Luan Patrick e Alexandre Sola.
À medida que o frio ia tomando conta nas bancadas, a temperatura no relvado até subia. O Estrela pressionava e conseguiu, mesmo, chegar ao golo do empate.
Num belo desenho pelo lado direito, Marcus jogou com Paulo Moreira dentro de área. O médio – com classe – serviu Jovane de calcanhar. O cabo-verdiano, na cara do golo, não desperdiçou e atirou para o canto superior direito.
Estava refeito o empate. À terceira foi vez.
A equipa da casa aproveitou o embalo e permitiu-se sonhar com a reviravolta. Até que o sonho virou realidade. Num livre em zona central, o recém-entrado Rodrigo Pinto atirou com potência à figura de Lucão.
O guardião do Gil Vicente manchou, e de que maneira, a pintura. Defendeu para a frente, onde surgiu Marcus para aproveitar a oferta. O nigeriano atirou a contar para carimbar a cambalhota no marcador.
A loucura instalou-se nas bancadas da Amadora. Ora, durou pouco a alegria dos adeptos tricolores. Pouco depois – ou imediatamente a seguir – veio um balde de água fria.
Santi Garcia, que já tinha estado em evidência no primeiro tempo, apareceu solto de marcação dentro de área e com o pé esquerdo atirou colocado para restabelecer novamente o empate.
Sem mais golos no encontro, o resultado final ditou um empate. O Estrela, por sua vez, conquista um ponto importante na luta pela manutenção. Já o Gil Vicente perde a oportunidade de se aproximar do Sp. Braga. No final, nenhuma das equipas reecontrou o caminho das vitórias.
POSITIVO: domingo de sol e futebol
Esteve um daqueles ótimos dias para a prática da modalidade. Domingo à tarde, sol e duas equipas que procuravam regressar ao caminho das vitórias. Cerca de 3600 espetadores contribuíram para o espetáculo. As equipas também responderam dentro de campo e, tudo junto, resultou numa tarde de domingo bem passada.
O MOMENTO: o golo de Santi Garcia (Gil Vicente)
O jogo teve golos e emoção. Porém, este golo de Santi Garcia conta outra história. Depois de uma primeira parte controlada pelo Gil Vicente, a equipa da casa teve uma resposta excelente ao entrar do segundo tempo. A reposta imediata de Santi ditou aquilo que foi o resto do jogo.
A FIGURA: Marcus Abraham (Estrela da Amadora)
Extremo dos tricolores tem estado em destaque na temporada. Uma vez mais, o nigeriano desequilibrou pelo corredor direito. Esteve envolvido no golo do empate e acabou por marcar o tento que deu a cambalhota. De resto, foi sempre o agitador, como ele bem sabe.