Vasco Seabra: «Conseguimos fazer três golos fora e não levamos nenhum ponto»

Guilherme Portela , Estádio António Coimbra da Mota, Estoril
7 nov, 22:55
Estoril-Arouca (Foto: RODRIGO ANTUNES/LUSA)

Treinador do Arouca lamentou o resultado e promete trabalho e responsabilização durante a pausa para as seleções

Vasco Seabra, treinador do Arouca, em declarações na conferência de imprensa após a derrota frente ao Estoril por 4-3.

Sentimento do balneário

«É um sentimento de frustração. Conseguimos fazer três golos fora, contra uma equipa difícil, e não levamos nenhum ponto. Além disso, sofremos quatro golos, o que nos faz, naturalmente, ficar com o sentimento de que temos de gerar mais energia interna para corrigirmos. E é o momento de falarmos menos, de olharmos para nós mesmos e corrigirmos, porque há várias situações que criámos, várias oportunidades e condições de finalização. Temos, efetivamente, de conquistar mais pontos. Portanto, chega de falarmos disso, temos de aumentar a nossa capacidade para não sofrer golos e para fechar a nossa defesa».

Falhas no processo defensivo

«Todos falhámos um pouco: o treinador, a equipa, a forma como competimos no momento defensivo, quando a equipa adversária nos aproxima da nossa baliza. A verdade é que, perante todas as condições de jogo que tivemos, fica um sabor de grande frustração precisamente por causa disso, porque não é habitual, ainda por cima, sofrermos tantos golos. Estar a sofrer tanto naturalmente cria desconforto. E, obviamente, temos de focar-nos em nós mesmos, temos de rever tudo o que temos ainda de fazer, que é o que fazemos diariamente, todas as semanas. Mas, agora, nesta paragem, temos de nos centrar, corrigir e, obviamente, responsabilizar-nos todos internamente, porque este momento não tem a ver com falta de atitude da equipa. A equipa treina muito bem, chega ao jogo, consegue competir, consegue criar, como viram, inúmeras condições de finalização.
E a verdade é que, depois, em pouco tempo, sofremos golos. Portanto, é aí que temos de melhorar, é aí que temos de nos focar. E, obviamente, tem de ser um trabalho coletivo, um trabalho de todos».

Arouca falha o golo no início da segunda parte

«Penso que este é um dos momentos chave, de facto. O facto de termos sofrido um golo de canto, praticamente, a fechar a primeira parte. Ou seja, íamos para o intervalo a vencer. Depois, entramos na segunda parte, temos uma oportunidade de golo isolado, mas logo a seguir o Estoril faz o golo. E, logo depois, também, fizemos o 3-3, mas tivemos novamente uma oportunidade de passar para a frente, num canto em que o Pablo rematou a centímetros do poste. Terminámos da mesma forma, com o Robles a fazer uma excelente defesa já na parte final, penso que em período de descontos, ou perto disso, em que, mais uma vez, íamos resgatar o ponto. A verdade é que, ou seja, estamos a falar de muitos momentos em que podíamos ter feito mais, porque criámos realmente condições muito claras de finalização. Portanto, creio que há vários momentos, eventualmente, esse é o mais chave, porque foi o que mais marcou o jogo».

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