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Vasco Matos: «Estamos muito longe daquilo que pretendemos»

Guilherme Portela , Estádio António Coimbra da Mota, Estoril
6 set 2025, 23:31
Liga Conferência: Vasco Matos no Santa Clara-Varazdin (EDUARDO COSTA/LUSA)

Treinador do Santa Clara mostrou-se satisfeito com o primeiro triunfo no campeonato, mas sem grandes ilusões

Vasco Matos, treinador do Santa Clara, desvalorizou o primeiro triunfo no campeonato dos açorianos e realçou o trabalho que a sua equipa tem feito, mesmo com uma pré-época difícil com «muito jogo e pouco trabalho».

Primeira vitória no campeonato

«Em relação à primeira vitória, estamos contentes, trabalhamos para isso e a continuarmos o nosso trabalho. Se eu também não valorizava, enquanto não ganhámos para o campeonato, também não vou valorizar muito esta vitória. Só três pontos num campo difícil, felizes, mas temos de continuar o nosso trabalho.»

Utilização de Gabriel Silva na frente do ataque

«Foi a mesma escolha da semana passada, só trocámos o Vinícius com o Brenner. Olhamos para a equipa, olhamos para aquilo que são as nossas semanas de treino, olhamos para os jogadores. Em função daquilo que são as características, dos sinais que nos vão dando nos treinos, tentamos escolher os melhores jogadores para cada jogo. O ano passado também o fizemos. Preparamos muito os jogos, preparamos muito os jogadores para aquilo que é a nossa exigência. Os jogadores têm de dar respostas e é para isso que trabalhamos. E nesse sentido, optamos sempre pelos melhores jogadores, os que também nos dão mais indicadores e mais sinais, que estão prontos para aquilo que é o plano de jogo, para aquilo que é a nossa ideia e identidade. Não abdicamos dela, este é o terceiro ano, e não abdicamos daquilo que são os nossos valores. Portanto, a equipa e a nossa identidade, e os jogadores têm de dar respostas. E nós, em função disso, tomamos decisões.»

Festejos no final do encontro demonstram que havia pressão?

A pressão somos nós que a metemos diariamente, internamente. Obviamente, se não ganhamos, não estamos contentes. Queremos ganhar, trabalhamos muito para isso. Foi um mês muito difícil e temos vindo a constatar que a equipa tem vindo a crescer no seu processo. Já com o Estrela fizemos um excelente jogo em casa. Hoje, outra vez, uma entrada fortíssima. Criámos muitas situações de golo. Mas uma coisa que me deixa satisfeito é que a equipa não abanou. A equipa continuou a trabalhar. A equipa continua fiel àquilo que é o seu processo, à sua ideia, à sua identidade. Acabamos por fazer um golo e é isso que nos deixa satisfeitos. Bem contente e bem satisfeito pela tranquilidade que a equipa demonstrou ao longo do jogo. Depois, o espírito de sacrifício, a capacidade de sofrimento que a equipa teve. O Estoril nunca nos criou na segunda parte grandes oportunidades. Poucas situações criou, sinceramente, não me lembro. E nós, na minha opinião, o resultado poderia ter sido outro. Ao volume de jogo que criámos e às ocasiões que criámos. Mas sai daqui satisfeito. Obviamente que festejamos sempre todos os triunfos de uma forma efusiva porque trabalhamos muito para ganhar jogos. Mas, sinceramente, nunca senti essa pressão. A nossa pressão é o trabalho, é o processo. Falamos muito internamente. Essa é que é a nossa pressão. E os valores e o nosso ambiente. Isso é que tem que estar sempre presente e não abdicarmos disso. Porque com um bom ambiente, com um bom trabalho, uma boa organização, não tenho dúvidas nenhumas que vai trazer resultados. Obviamente que sabíamos que ia ser um início duro para nós. Fruto de muito sucesso de toda a gente aqui dentro. E agora é continuar a trabalhar, a agregar toda a gente aqui dentro. Toda a gente a remar para o mesmo lado, mesmo na dificuldade, sentir sempre toda a gente a remar para o mesmo lado. Sempre toda a gente a querer o melhor para os jogadores e para a equipa técnica. Sentimos muita harmonia ali dentro. Sabemos o que é que estamos a fazer. O Santa Clara sabe o que é que está a construir. As pessoas que dirigem a nossa administração sabem qual é o nosso caminho e não abdica disso. E por isso, só temos que estar seguros daquilo que está a ser realizado. Obviamente que sabemos que todos os anos são mais difíceis. Mas isso também nos prepara para aquilo que são as grandes conquistas que queremos continuar a fazer. Disse antes do jogo, temos que continuar a alimentar aquilo que fizemos. E aquilo que fizemos foi muito bom. Agora não sei o que é que vai ser. Mas temos que continuar a alimentar isso com trabalho, com vitórias, com momentos menos bons. Temos que saber superá-los. Temos que saber superá-los também. E sempre sentir toda a gente imbuída nesse espírito. E isso para mim é o que me deixa satisfeito. E agora sabemos que também temos que continuar o nosso trabalho de uma forma humilde, com uma grande harmonia entre toda a gente. Mas sempre a darmos o máximo. Temos de iniciar uma semana com um espírito muito grande, com muita força. Com muita energia, porque vem mais um desafio superdifícil. E temos que estar prontos para esse mesmo desafio.

Poucos golos sofridos e lançar jogadores jovens

«É uma força da nossa equipa, obviamente que sim. Também a pré-época não foi uma pré-época fácil. Pouco trabalho e muito jogo. Muita recuperação. Iniciámos agora praticamente as 'semanas limpas'. Com trabalho dentro daquilo que é o nosso processo. Daquilo que é a nossa ideia. E é constatar esse facto mesmo. A equipa está a melhorar, está a crescer. Mas ainda estamos longe daquilo que pretendemos. A exigência é muito grande ali dentro. A exigência é saudável. Mas é grande e não abdicamos disso mesmo. Não abdicamos. Olhamos muito para aquilo que é o nosso trabalho. Não olhamos para os jogadores.  Eu disse até aos jogadores durante a semana que pouco importa quem é que vai jogar. Importa-me o que é que vocês nos dão. E esses jogadores vão para dentro do campo. Não me interessa se veio de onde é que veio, o que é que já fez. Interessa-me o que é que está a fazer agora. E esses jogadores estão a dar grandes respostas. E isso deixa-nos contente. A lançar jovens. O Brenner, o José, que é um menino que o ano passado estava na distrital dos Açores. E esse é o nosso trabalho, com muita humildade, mas a acreditarmos sempre em toda a gente aqui dentro. Com muita exigência, mas também com um ambiente muito bom e muito saudável».

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