Estoril-V. Guimarães, 4-2 (crónica)

Guilherme Portela , Estádio António Coimbra da Mota, Amoreira
24 jan, 22:34

«Voo canarinho» na segunda parte vale ultrapassagem na classificação

Uma reviravolta no segundo tempo deu os três pontos ao Estoril num jogo com muitos golos frente ao V. Guimarães. Os vimaranenses começaram melhor, mas Marqués e Guitane apareceram em cena para completar a ultrapassagem aos conquistadores na classificação do campeonato.

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O Vitória começou por ameaçar cedo, com Ndoye a ganhar posição e a rematar por cima, mas foi o Estoril quem deu o primeiro grande aviso. Aos 21 minutos, Miguel Nóbrega evitou o golo de Marqués com um corte absolutamente incrível em cima da linha, depois de um cruzamento de Guitane e de uma saída em falso do guarda-redes Castillo.

Quando os canarinhos pareciam por cima, o Vitória foi letal. Aos 27 minutos, após vários ressaltos na área depois de um cruzamento de Camará, a bola sobrou para Samu, que, com um remate em arco, fez o primeiro do jogo. Houve protestos do Estoril por um lance com Boma que antecedeu o golo, mas o VAR confirmou o tento.

A resposta foi imediata, e com assinatura de luxo. Guitane pegou na bola, passou por vários adversários e isolou Begraoui com um passe magistral. O marroquino não vacilou e empatou com um remate forte e cruzado.

O equilíbrio, porém, voltou a desfazer-se pouco depois. Lominadze cometeu falta em zona frontal e Mitrovic transformou o livre num momento de antologia: bola por cima da barreira, colocada no ângulo, indefensável para Robles. Um golaço que fez a diferença ao intervalo e deixou o defesa georgiano visivelmente transtornado no relvado.

Reação canarinha e Robles a segurar o Vitória

O Estoril regressou do intervalo determinado a mudar a história do jogo. Logo aos 50 minutos, João Mendes cruzou para Samu, que tentou um remate acrobático. A bola sobrou novamente para o médio, mas Robles respondeu com uma defesa apertada, mantendo o Vitória na frente.

A insistência estorilista acabaria por dar frutos aos 57 minutos. Mais uma vez Guitane fez estragos na ala direita e colocou a bola com conta, peso e medida para a cabeça de Marqués. O venezuelano cabeceou com classe e devolveu o empate ao marcador.

O argelino estava imparável. Aos 62 minutos voltou a passar por entre a defesa vimaranense num lance de pura inspiração, mas o cruzamento saiu para uma zona sem ninguém. Foi apenas um aviso.

Guitane desequilibra, Marqués decide

Aos 65 minutos, Guitane voltou a acelerar pela direita e obrigou João Mendes a puxar-lhe a camisola e do livre lateral nasceu a reviravolta. Holsgrove cruzou de forma perfeita e Marqués, ao segundo poste, desviou de primeira para o fundo das redes, completando a cambalhota no marcador.

Ainda antes do final da partida, Ndoye falhou quase um golo cantado, na cara de Robles, mas houve mesmo novo golo para o Estoril. Begraoui completou o segundo bis no encontro depois de atirar certeiro para o fundo das redes, após um passe de Pizzi a isolar o marroquino na cara de Castillo.

Com este triunfo, o segundo consecutivo, a «formação da Linha» ultrapassa o V. Guimarães na classificação e sobe ao oitavo lugar, com 26 pontos, mais um do que os conquistadores, agora no nono posto.

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A Figura: Alejandro Marqués

O avançado venezuelano pareceu tomar o gosto. Depois de se ter estreado a marcar no campeonato na última jornada, Marqués voltou a faturar, desta vez, a dobrar e com dois golos que construíram a reviravolta no marcador diante do V. Guimarães. Destaque ainda para Rafik Guitane, que se mostrou em ótimo nível e contou com duas assistências.

O momento: golo de Samu

O encontro começou algo frio e sem oportunidades de grande perigo. No entanto, tudo mudou quando Samu abriu o marcador e, quase como o famoso «ketchup», os golos surgiram de rajada na Amoreira e tornaram a noite mais quente.

Positivo: reação do Estoril

Depois de um golo sofrido pouco depois de ter conseguido empatar a partida, a equipa de Ian Cathro entrou com tudo no segundo tempo e sem medo. A reviravolta no marcador é um prémio merecido ao futebol praticado pela formação canarinha.

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