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Estoril-Nacional, 1-1 (crónica)

Diogo Marques , Estádio António Coimbra da Mota
26 out 2025, 17:35
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Um golo valeu um ponto…

Apatia foi a palavra de ordem nos primeiros 45 minutos, sobretudo no que toca à posse da bola, muitas vezes inofensiva. Certo é que o Nacional chegou ao intervalo em vantagem, graças a um golo de Zé Vitor, mas viu Begraoui relançar o Estoril no encontro, já no segundo tempo, na conversão de uma grande penalidade.

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Sol, pouco vento e um relvado em perfeito estado. Reunidas as condições para uma bela tarde de futebol, que começou algo dividida e sem uma equipa a conseguir sobrepor-se à outra. Chuchu Ramírez dispôs da verdadeira ocasião de perigo dos minutos iniciais, com um pontapé rasteiro e que obrigou Joel Robles a esticar-se para evitar o 1-0.

Seguiu-se um período algo morno, com o Estoril a apresentar maior capacidade de reter a posse da bola, mas ambas as equipas a não conseguirem construir lances de verdadeiro perigo, quer para Joel Robles, quer para Kaique.

Ora, tudo acabou por mudar em cima do minuto 38… e por culpa do jogador com o mesmo número na camisola. Um pontapé de canto teve diversos momentos de destaque, com uma defesa de Joel Robles e a passividade defensiva do Estoril, que permitiu ao adversário colocar-se em vantagem no António Coimbra da Mota.

Zé Vitor recebeu a bola nos pés e a poucos metros da baliza só teve de rematar com força e festejar com a restante equipa, para desalento dos adeptos da casa. Até ao intervalo, a melhor ocasião de golo pertenceu ao Nacional, que viu Paulinho Bóia atirar para o fundo da baliza, mas a posição irregular impediu que o marcador ganhasse outros contornos.

Os protagonistas regressaram aos balneários com o Nacional em vantagem e Ian Cathro mudou uma peça no meio-campo canarinho. Certo é que os visitantes entraram mais atrevidos e Paulinho Bóia foi desestabilizando como conseguia os defesas.

Ainda assim, tal como tinha acontecido no primeiro tempo, um lance mudou o rumo do jogo. João Carvalho caiu na área, o árbitro foi chamado a rever as imagens no monitor e apontou para a marca dos onze metros. Daí, Begraoui não tremeu e colocou tudo empatado com um remate indefensável para o guardião do Nacional.

Apesar da maior vontade de chegar perto da baliza, nem sempre se jogou bem nas quatro linhas e os maus passes foram sucessivos, com perdas de bola em momentos importantes e até mesmo sem pressão do adversário. Um empate justificado por diversos fatores, num jogo em que um golo (de cada equipa) acabou por valer um ponto.

A Figura: Begraoui

Desaparecido em alguns momentos do encontro, esteve no lance que colocou o Estoril dentro do jogo outra vez. A falta cometida sobre João Carvalho, no interior da área, permitiu ao camisola 14 beneficiar de uma grande penalidade e restabelecer a igualdade no marcador.

O Momento: Zé Vitor desfaz o «nó»

A primeira parte não estava a ter grande história para contar e o que é certo é que um pontapé de canto serviu de código para desbloquear um cadeado muito difícil de abrir. Enorme a passividade da defensiva do Estoril, que permitiu a Zé Vitor aparecer no sítio certo para fazer o 1-0 a favor dos insulares e dar alguma emoção ao encontro.

Negativo: Apatia com bola

Uma constante durante praticamente 45 minutos (mais a compensação) e isso refletiu-se na qualidade de jogo praticado. A posse da bola pertenceu quase sempre ao Estoril, mas sem resultados práticos em termos de ocasiões de golo. Tirando o pontapé certeiro de Zé Vitor, registaram-se apenas mais dois pontapés de verdadeiro perigo no primeiro tempo.

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