Estoril-Gil Vicente, 1-0 (crónica)

Ricardo Gouveia , Estádio António Coimbra da Mota
31 mar, 22:23
Estoril-Boavista (Lusa)

Canários ganham novo fôlego e novo sorriso

O Estoril regressou à Liga com um novo fôlego e, depois de seis derrotas consecutivas, regressou esta sexta-feira às vitórias, com um triunfo, em casa, sobre o Gil Vicente. Os canarinhos entraram no jogo a ganhar e marcaram mais dois golos no segundo tempo que foram anulados por centímetros. A equipa de Barcelos ofereceu boa réplica, mas não conseguiu evitar o primeiro triunfo do seu antigo treinador. Voltou a haver fogo de artifício no exterior da Amoreira.

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O Estoril entrou no jogo praticamente a ganhar. Na primeira vez que o Gil Vicente subiu no terreno, os canarinhos reagiram com uma transição rápida, sustentada num pontapé longo de Pedro Álvaro. Tiago Gouveia, no limite do fora de jogo, destacou-se sobre a direita, cruzou atrasado, João Carvalho ajeitou a bola e, Marqués, vindo de trás, encheu o pé para o primeiro golo da noite. Ainda não tínhamos chegado ao minuto dois e estava aberto o marcador para a equipa da casa.

Um início perfeito para o Estoril, ávido de pontos, mas a verdade é que o Gil Vicente não perdeu tempo e acelerou desde logo o ritmo de jogo. A intensidade cresceu para níveis elevados, com a equipa de Barcelos a procurar jogar rápido e o Estoril a adaptar-se imediatamente à posição em que se sente mais confortável, bem fechado e preparado para novas transições.

Numa primeira fase o Estoril recuou em demasia, determinado em defender a valiosa vantagem, diante de um Gil Vicente que, com mais posse de bola, conseguia fixar o jogo bem junto à área de Dani Figueira. A equipa de Barcelos andou a cheirar o empate, com destaque para um cruzamento tenso de Fran Navarro da esquerda à procura de Murilo. Valeu ao Estoril um corte oportuno de Tiago Araújo. Ricardo Soares desesperava, nesta altura, junto à linha, pedindo à sua equipa para subir linhas e sair daquele sufoco. Aos poucos, o Estoril foi conseguindo defender cada vez mais longe e até voltou a provocar calafrios na área contrária.

O jogo seguiu tenso, com parada e resposta, e a verdade é que o Estoril voltou a ter uma oportunidade soberana para marcar, já perto do intervalo, com Tiago Gouveia a voltar a destacar-se sobre a direita, a invadir a área, mas, com apenas com Andrew pela frente, encheu o pé com todas as forças que tinha, mas a bola ganhou efeito, ganhou altura e foi parar ao Tamariz.

Estoril marca mais dois, mas não passam no VAR

A segunda parte começou exatamente como a primeira, com um golo do Estoril, mas desta vez João Carlos, que serviu Marqués, estava adiantado e não valeu. O Gil Vicente conseguiu recuperar a mesma intensidade que tinha imposto no primeiro tempo e voltou a carregar com tudo diante de um Estoril focado em defender a área de Dani Figueira, mas sempre à espreita de uma oportunidade para atacar a baliza contrária.

Os adeptos do Estoril chegaram a festejar novo golo, novamente num lance desenhado por João Carvalho, assistência de João Marques e grande finalização de Marqués, mas João Marques estava novamente adiantado, por centímetros, e não valeu. A decisão do VAR deu novo ímpeto ao Gil Vicente que, depois de levar a bola ao centro, afinal estava outra vez a um golo do empate.

Daniel Sousa foi refrescando os jogadores mais desgastados, mas, com o passar dos minutos, o Gil Vicente foi perdendo gás e já não conseguia ostentar a mesma intensidade que exibiu na primeira hora de jogo. O Estoril, por seu lado, estava cada mais confortável no jogo e, ainda com boa disponibilidade física, voltou a ter oportunidades para o golo da tranquilidade.

O Gil Vicente voltou a crescer na etapa final do joo que contou com nove minutos de compensação e voltou a cheirar o empate. Fran Navarro teve uma boa oportunidade, o jovem estreante Miguel Monteiro teve duas, mas o Estoril, com mais ou menos sofrimento e sorte foi segurando a preciosa vantagem e até podia ter voltado a marcar, lá está, em mais uma transição rápida, mesmo a fechar o jogo, desta vez de Rodrigo Martins que só não conseguiu bater Andrew.

O segundo golo nunca chegou, mas um golo chega para somar três pontos, o que o Estoril já não conseguia desde o início de fevereiro e isso ficou bem evidente na forma como o jogadores festejaram, após o apito final, com um intenso abraço coletivo e fogo de artifício no exterior do estádio.

Três pontos que deixam a equipa de Ricardo Soares numa posição bem mais confortável na classificação, com 25 pontos, menos quatro do que o Gil Vicente que volta a jogar já na próxima quarta-feira em casa, no jogo que tem em atraso com o Sporting.

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