Estoril-Estrela, 1-1 (crónica)

Tomás Brito | Tiago Rosário , Estádio António Coimbra da Mota
11 ago 2025, 21:11

Suplentes de ouro resgatam um ponto para a Amadora

Aos seus lugares, preparados… partida!  Arrancou o campeonato e quem não se agarrar fica para trás. 

E talvez tenha sido isso que Ian Cathro pensou quando apresentou este Estoril versão 2025/26. Sem muitas mudanças, apenas uma no onze inicial, os canarinhos voltaram a mostrar os bons atributos da temporada passada, mas cederam pontos na receção ao Estrela.

Os tricolores, que vinham de uma temporada complicada, fizeram várias investidas no mercado à procura de mudanças e conseguiram começar a época de forma diferente da passada: de uma goleada sofrida contra o Estoril para um empate.

Dois projetos claramente distintos. O Estrela entrou em campo com oito (!) reforços. O Estoril apenas um. 

A partida arrancou e o Estoril esteve com mais bola e mais pressionante, apesar de uma investida muito perigosa de Jovane Cabral logo no início. Guitane, poucos minutos depois, também teve o golo nos pés, mas demorou muito a decidir e o ex-Sporting e Estoril Renan Ribeiro interviu com clareza.

Estoril com mais de 70 por cento de posse de bola, porém era o Estrela com as oportunidades de maior perigo. Aqui e ali havia perigo. Guarda-redes atentos e defesas notáveis.

O Estrela encostado atrás e a equipa da casa a tentar ter ideias para penetrar a defesa da Amadora.

E essa estratégia exibiu-se. A 10 minutos do intervalo, o Estoril finalmente conseguiu alterar o marcador através de Tiago Parente, jovem jogador que aproveitou e brindou a estreia no futebol profissional. O lateral de 21 anos subiu à área e após um corte insuficiente de Schappo rematou para o fundo das redes.

Até ao intervalo o resultado manteve-se e as equipas foram descansar.

E numa tarde de festa, os estorilistas apresentaram um reforço de peso ao intervalo: Ricard Sánchez, ex-Barcelona e Atlético Madrid subiu ao relvado e surpreendeu aos 2788 espectadores presentes.

E depois do intervalo as coisas começaram a aquecer

Ambos os treinadores utilizaram os 15 minutos para fazer alterações nas equipas e lançar novos jogadores

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Para grande agrado dos adeptos da casa, Ian Cathro lançou Pizzi aos 64 minutos. O Estádio António Coimbra da Mota aplaudiu com força o regresso do ex-Benfica ao futebol português, depois de um ano no APOEL, e ficaram todos com esperança de ver aqueles toques de magia que habituou.

Porém, de seguida, o Estrela empata a partida.

José Faria lançou Rodrigo Pinho e Ianis Stoica, dois suplentes de (muito) luxo. O segundo respondeu ao cruzamento do primeiro e em carrinho colocou a bola na baliza. Robles não teve hipótese e o empate estava feito.

O tempo era cada vez menor e a ânsia maior. José Faria foi «tomar banho» mais cedo por ter colocado a bola no relvado. Vários jogadores no chão. Remates sem nexo e ideias a desaparecerem. 

Nos minutos finais, as duas equipas ainda tentaram procurar os três pontos. O Estoril a controlar (como sempre) e procurar aberturas. O Estrela a jogar no contra-ataque.

Mas... apito final, tudo para casa e aí está o primeiro empate de 2025/26. Um ponto para cada equipa. A lição final? Ter mais bola nos pés não implica os três pontos.

A FIGURA: Tiago Parente, um jovem que brilhou na estreia

Uma estreia que esteve perto de ser de sonho. Faltou apenas os três pontos. Tiago Pereira fez o primeiro jogo a profissional com a camisola do Estoril. E, como se isso não bastasse, o defesa de apenas 21 anos fez o golo da equipa canarinha. Juntou a isso uma exibição segura, com poucos erros e muitos passes acertados. 

O MOMENTO: golo de Ianis, 75 minutos

O reforço do Estrela da Amadora saltou do banco e marcou no jogo de estreia. José Faria teve dedo e conseguiu utilizar substitutos de luxo para empatar a partida. Rodrigo Pinho e Ianis Stoica tinham acabado de entrar, mas precisaram apenas de poucos minutos para fazerem a assistência e o golo, respetivamente.

NEGATIVO: a falta de ideias do Estoril

Apesar de muita bola, tal como o próprio treinador disse no final do encontro, a equipa de Ian Cathro não conseguiu efetivar os mais de 70 por cento de posse em golos. A bola não se aproximou muitas vezes da baliza visitante e Renan Ribeiro teve poucos momentos de intervenção.

 

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