Desp. Chaves-V. Guimarães, 0-1 (crónica)

7 ago, 22:49

Vitória de sofrimento

Os tempos são agitados e, sejamos sinceros, as prioridades do Vitória de Guimarães neste momento não estarão propriamente sobre o campeonato.

Porque este é o momento em que a equipa de Moreno está a meio da eliminatória com o Hadjuk Split, e com o sonho da Liga Conferência ali tão perto. Ainda assim, André Silva não quis pensar na Europa e arregaçou as mangas, os restantes colegas seguiram-no e, no final, o Vitória aguentou o sofrimento, mesmo com dois homens a menos.

Chaves, de regresso ao convívio dos grandes

E este domingo foi também o momento do Desportivo de Chaves ao convívio entre os grandes, três anos depois. Os flavienses foram bons anfitriões, mas saem da partida com um sabor agridoce. Mas já lá vamos.

Moreno manteve a base vimaranense, mas as quatro alterações registadas em relação à derrota na Croácia, com o Hadjuk, revelavam logo aí alguma preocupação com a segunda mão frente aos croatas, na próxima quarta-feira.

E de facto, principalmente na primeira parte, a formação de Guimarães não pareceu uma equipa ligada a este jogo, da primeira jornada da Liga.

FILME DO JOGO.

Na frente, por exemplo, Jota Silva e Lameiras, tantas vezes ilusionistas, mostravam-se particularmente desinspirados. Ia valendo a acutilância de André Silva, que foi sempre tentando fazer omeletes com poucos ovos.

Do outro lado, o Desp. Chaves exibia-se a um nível surpreendentemente positivo para uma equipa que está agora de regresso ao principal escalão do futebol português. Aí, destaque para dois nomes: João Teixeira e João Mendes, os homens que dominaram o jogo flaviense.

André Silva passou das palavras aos atos

Mendes, de resto, chegou mesmo a festejar e a pôr o Chaves em vantagem, em cima do intervalo. O golo foi anulado e, a seguir, o Vitória ripostou, e a valer. André Silva, depois de várias ameaças, passou das palavras aos atos e fez o 1-0 nos descontos da primeira parte.

A segunda parte, diga-se, foi diferente.

Mesmo com o golo sofrido, o Desportivo das Chaves não se intimidou, bem pelo contrário. Os homens de Vítor Campelos voltaram com a mesma vontade que já haviam demonstrado no primeiro tempo, só travada por uma bela exibição de Bruno Varela e alguma ineficácia.

Mas essa postura flaviense também beneficiou o conjunto de Guimarães. O espaço começou a aparecer, a inspiração também subiu de tom – nesse particular, Lameiras esteve em destaque – e o segundo golo só não surgiu pelo bom nível de Paulo Vítor na baliza e algum azar.

Bravos Conquistadores

Ninguém marcou, o jogo permaneceu aberto e complicou-se nos minutos finais para o Vitória de Guimarães. Alfa Semedo e Matheus Índio foram lançados por Moreno para, pelo menos, ajudarem a segurar a vantagem. O problema? Acabaram expulsos.

Os Conquistadores acabaram reduzidos a nove unidades e certamente desgastados, mas foram bravos o suficiente para guardarem os três pontos no bolso.

Quarta-feira, ante o Hadjuk, a história é outra, mas precisará do mesmo nível de superação. Para o Desp. Chaves, fica o sabor agridoce: o bom nível permite aos adeptos a sonhar, apesar da derrota inaugural.

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