Desp. Chaves-Rio Ave, 0-0 (destaques)

21 jan, 20:59
Desp. Chaves-Rio Ave

Jhonatan foi monstruoso, Héctor infeliz e Guga invisível

FIGURA: Jhonatan

O guardião mostrou, para lá do Marão, o que é elevar uma muralha. Se a exibição foi discreta, mas eficaz, até aos 87m, a verdade é que Jhonatan voltou a lembrar por que motivo é um dos melhores, entre os postes, na Liga. No caso de (ainda) não ter lido a crónica deste jogo, já perceberá esta escolha.

MOMENTO: o herói do Rio Ave em Chaves

Ora, num momento crucial, perante Héctor Hernández, o brasileiro agigantou-se, parou o remate, assim como a recarga de Steven Vitória. Cair, levantar e voar. Em milésimas de segundo, Jhonatan levou as hostes transmontanas ao desespero e os colegas à loucura - sentimento que, por certo, terá sido replicado em Vila do Conde. Nota máxima para o guardião do Rio Ave, que será, como está provado, determinante para o desfecho da época dos vilacondenses.

 

OUTROS DESTAQUES

Héctor Hernández: infelicidade e frustração. Serão, por certo, os principais sentimentos do avançado do Desp. Chaves à hora desta análise. Foi o elemento mais interventivo no ataque dos flavienses, abrindo espaço para as corridas de Sandro Cruz e João Correia, surgindo bem posicionado para remate. Por diversas vezes foi negado, ora pela defesa, ora por (imagine-se) Jhoantan. Há noites infelizes, mas o Desp. Chaves não pode depender de cinco ou seis jogadores. Héctor, que já converteu três penáltis, ficará ligado a esse momento nesta partida. Todavia, antes, houve muito a salientar sobre a prestação do espanhol. Possante, rápido, ágil e de remate fácil. Melhores dias chegarão, mas Héctor carrega o anseio por golos nas hostes transmontanas.

João Correia: quem segue o Desp. Chaves desde a época de subida à Liga, não se deixa surpreender pelas suas exibição. Em todo o caso, é um regalo ver João Correia percorrer todo o corredor, ora cruzando, ora defendendo. É um pilar na estratégia de Moreno, por certo um exemplo para Sandro Cruz, visto que Correia é mais hábil, rápido e resistente. Não é ao acaso que carrega a braçadeira de capitão, é o sinal de vida dos flavienses. De lembrar, por exemplo, a partida frente ao FC Porto, quando João Correia somou inúmeros ações defensivas. Em suma, é um jogado completo, que merece, há pelo menos um ano, dar o «salto», como o seu homónimo e «compincha» em campo, João (Mendes).

Leonardo Ruiz: ainda que tenha surgido tarde na primeira parte, o avançado ameaçou o golo antes da meia-hora. Mais tarde no jogo, iniciou, com um belo desenho pelo meio, a jogada mais perigosa do Rio Ave. Pela pressão contrária, os vilacondenses obrigaram Ruiz a baixar no terreno, a participar na construção, ao invés de se posicionar para visar a balizar do Desp. Chaves. Somou uma oportunidade, boas decisões em transição e abriu espaços para Guga, João Graça e Boateng.

Steven Vitória: Boateng foi uma dor de cabeça para o experiente defesa central, mas o perigo rondou, em escassas ocasiões, a baliza do Desp. Chaves. O internacional pelo Canadá liderou a linha de pressão bastante subida na maioria do encontro, numa prestação coesa, defensivamente, dos flavienses, que continuam a crescer neste aspeto, quando tranquilos na partida. Além de tudo isso, Steven Vitória quase marcou, mas foi negado por Héctor Hernández.

Costinha e Guga: se por inúmeras ocasiões são elogiados pelo brilho que dão ao jogo, esta noite foram cinzentos, frios, efémeros. Guga, inclusive, foi substituído. Quiçá, já com a mente noutras paragens. Por sua vez, Costinha surgiu no encontro para desperdiçar o 0-1. Sozinho, o jovem de 23 anos, tantas vezes herói, errou, para alívio das hostes transmontanos. O dano não se agravou porque, do outro lado, Jhonatan foi o salvador dos vilacondenses.

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