Amorim: «Estes jogadores não valem sacos de dinheiro hoje, mas vão valer»

Nuno Travassos , Estádio da Luz, em Lisboa
4 dez 2021, 00:31

Treinador do Sporting deixa rasgados elogios ao grupo, após a vitória na Luz

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Ruben Amorim, treinador do Sporting, analisa a vitória sobre o Benfica, na Luz, em dérbi da 13.ª jornada da Liga (1-3):

[Cruyff disse um dia que nunca tinha visto um saco de dinheiro a ganhar um jogo. O Sporting tem mostrado que é um exemplo a seguir, pelo que tem feito com menor capacidade financeira?] «Não queremos ensinar ninguém, temos o nosso caminho. Estamos em momentos diferentes. Passámos um período em que não íamos à Champions, não vendíamos ninguém… Temos dores de crescimento também. Temos de entender que estamos a viver bons momentos, mas amanhã pode mudar tudo. Na época passada podíamos ter saído daqui invictos, e optámos por meter o Matheus e o Dani. E hoje o Matheus é o jogador que é. E o Dani não jogou porque entendemos que neste jogo devíamos utilizar o Ugarte, que contratámos como alternativa ao Palhinha, e fez um grande jogo. Não vamos mudar a forma de ver o jogo, até porque não temos dinheiro para gastar. Acreditamos muito nos nossos jogadores. Não valem sacos de dinheiro hoje, mas vão valer.»

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«Tínhamos uma ideia e os jogadores cumpriram à risca. Mas não foi eu que ensinei o Pote a interpretar o jogo. O Sarabia já chegou com uma grande maturidade, o trabalho do Paulinho, a exibição do Ugarte, dos jogadores lá atrás… quando corre bem a ideia do treinador é boa, mas o mérito é dos jogadores. Surpreendem-me todos os dias. Sei do que são capazes, mas fizeram um grande jogo.»

[Até onde pode chegar a equipa do Sporting? Qual a fasquia que estabelece? «Máximo empenho, máxima personalidade. Essa é a minha fasquia. Teremos dias mais inspirados e menos inspirados. Hoje estávamos inspirados. Hoje o Paulinho marcou e teve um golo anulado por fora de jogo. Hoje correu-nos tudo bem. O que interessa é a forma como encaramos os jogos, a personalidade e a consistência. Os adeptos gostam muito disso na equipa. A única fasquia é máximo empenho no trabalho. A partir dai não há fasquias.»

[são estes jogos que aproximam a equipa do bicampeonato?] «Não digo do bicampeonato, mas estamos mais perto de uma equipa que pode ganhar campeonatos. São ciclos. No início do campeonato muita gente dizia que o Benfica ia lançado. Depois mudou. Estes jogos aproximam os nossos jogadores de serem melhores. Tínhamos o Nazinho no banco, o Dário Essugo e o Gonçalo Esteves. O Matheus é novo, o Ugarte tem 20 anos. Esse é o objetivo. Precisamos de construir algo que ainda está no inicio. Temos uma grande diferença para os rivais em alguns aspetos, mas passo a passo vamos lá.»

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