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Arouca-AVS, 3-1 (crónica)

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
9 ago 2025, 22:44
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Arouca iluminado bate um AVS bastante apagado

No primeiro encontro da Liga 2025/26, disputado em Arouca, e com um relvado novo, os arouquenses entraram a todo o gás na temporada, recebendo e vencendo o AVS por 3-1. A partida ficou marcada pelo fosso, por vezes gigante, entre a fluidez da ideia de jogo arouquense e o vazio de ideias da equipa da Vila das Aves.

Quanto às escolhas dos dois técnicos, Vasco Seabra promoveu a estreia dos reforços Arnau Solà, Nais Djouahra e Lee Hyun-Ju, escolhendo também João Valido e Pedro Santos na vez de Nico Mantl e David Simão, ambos titularíssimos na época transata. No AVS, José Mota (castigado, viu o jogo na bancada), estreou Ángel Algobia, Pedro Lima, Rafael Barbosa e Jordi Escobar. John Mercado, que tem sido apontado como estando de malas feitas, não constou da ficha de jogo.

Arouquenses entraram com gás e a querer mandar

A equipa de terras de Santa Mafalda entrou bem na partida e cedo se colocou na frente do marcador. Corria o minuto oito quando Lee Hyun-Ju, pela faixa esquerda, driblou até à linha de fundo e cruzou para o centro da área, onde Alfonso Trezza entrou de rompante no meio de dois defesas (Devenish e Kiki Afonso) e encostou com destreza a bola para o fundo das redes.

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O AVS denotou extremas dificuldades em construir jogo, acabando por perder a bola com relativa facilidade, não conseguindo passar do meio campo em diante. Demorou algum tempo até esse panorama se alterar, pelo que os Lobos de Arouca aproveitaram para continuar a carregar no acelerador. Apesar das aproximações à área adversária, os comandados de Vasco Seabra não estavam a conseguir criar chances: a exceção foi o tento do extremo Djouahra, que passou rente ao poste direito.

Da meia hora de jogo em diante, os arouquenses baixaram o ritmo, mas mantiveram tudo sob controlo. O AVS viu espaço para finalmente poder crescer e somou duas chances dignas de registo: aos 36 minutos, Jordi Escobar cabeceou ao lado. Três minutos depois, Rafael Barbosa atirou com força à malha lateral.

Não é só na Volta a Portugal que o camisola amarela vai na frente

Depois da paragem no pit stop do intervalo, os Lobos de Arouca regressaram a todo o gás e, nos primeiros minutos do segundo tempo, voltaram a mostrar o registo do arranque da primeira parte: controlo da posse de bola, circulação fluída e várias desmarcações. Os frutos do bom jogar arouquense foram colhidos à passagem do minuto 54: Djouahra, na zona interior esquerda, recebeu um cruzamento de Trezza, fletiu para o meio e atirou em arco para um belo golo.

Para coroar a bela exibição de Trezza, só faltava outro golo, que apareceu aos 61 minutos e com pujança: na sequência de belos dribles de Fukui, o uruguaio atirou com força a bola para o fundo das redes.

Até final, os arouquenses tiveram o controlo da partida e o AVS só teve, como momento digno de registo, o golo de honra de Nenê. Com este resultado, são os arouquenses que passam para a liderança da Liga, pelo menos até domingo.

FIGURA: Alfonso Trezza

O extremo uruguaio já havia realizado uma boa temporada em 24-25, mas, neste encontro, agregou todo o seu poder demonstrado: prova disso é que esteve ligado a todos os golos e, em dois deles, foi o finalizador. Para além do poder de fogo, denotou, como é seu apanágio, uma entrega ao jogo muito grande, assim como a sua velocidade.

O MOMENTO: o terceiro golo dos arouquenses, minuto 61

Foi à lei da bomba que Alfonso Trezza assinou o terceiro e último golo dos arouquenses neste triunfo. Para além do potente remate do uruguaio, nota também para o excelente trabalho de Fukui, que, com um belo drible, desenvencilhou-se facilmente da marcação.

NEGATIVO: o vazio de ideias do AVS

Se na crónica como um todo falámos do quão fluida a ideia de jogo dos comandados de Vasco Seabra se apresentou, há que referir também o vazio de ideias do AVS em praticamente toda a partida. No primeiro tempo, sentiram várias dificuldades na construção de jogo e demoraram até conseguir passar do meio campo. No segundo tempo, apesar das aproximações à área adversária, faltou maior engenho. O golo, em cima do minuto 90, não foi suficiente para compensar tudo o resto.

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