Petit sente que não tem reconhecimento pelo trabalho no Boavista?

Vítor Maia , Estádio do Bessa, Porto
9 abr, 21:04
Boavista-Arouca

Técnico explicou que o mais importante é o que os jogadores dizem sobre si: «Ainda hoje me ligam, querem trabalhar comigo.»

Petit, treinador do Boavista, em declarações na sala de imprensa do Bessa, após a vitória por 1-0 frente ao Arouca, em jogo da 29.ª jornada da Liga:

«Primeiro quero dar os parabéns aos jogadores e aos adeptos que foram fantásticos. Lembrou-me quando era jogador. Temos de puxar por eles para que venham mais vezes. 

Este era um jogo muito perigoso. O Arouca precisava de pontos enquanto o Boavista precisava de passar a barreira dos 30 pontos. Tivemos mais situações de golo. O Arouca fez apenas um remate enquadrado. Criámos situações para fazer o 2-0. Penso que gerimos bem o jogo e conseguimos uma vitória importante.

Como digo, temos de olhar para cima. Estamos mais perto de outras equipas. Esta jornada havia um Paços e Marítimo e amanhã joga o Santa Clara contra o Estoril. Temos ambição de chegar mais acima na tabela, essa é a mensagem para o balneário. Foi uma vitória importante e o mérito é dos jogadores.»

[Tem apenas três derrotas desde que chegou. Sente que não tem o devido reconhecimento pelo trabalho que está a fazer no Boavista?]:

«Para mim o mais importante é o que os jogadores falam de mim, não só aqui, mas em todos os clubes por onde passei. Até hoje me ligam, querem trabalhar comigo. Deixo sempre uma boa imagem por onde passo. Quem faz os treinadores, são os grupos. Vim para o Boavista, uma casa onde cresci. Temos valorizado jogadores. Mas só o coletivo permite que as individualidades se evidenciem. É verdade que temos três derrotas contra FC Porto, Sporting e Santa Clara, estivemos pela primeira vez na final four da Taça da Liga. Temos sido uma equipa regular, nunca tivemos duas derrotas seguidas. É certo que temos muitos empates, mas poderíamos ter vencido alguns desses jogos. Não entrou nenhum jogador em janeiro e temos valorizado alguns jovens da casa. Como treinador é importante acabar bem a época porque valoriza o trabalho desde que cheguei.»

[Sobre a exibição do Gorré]:

«Já conhecia o Gorré do Nacional, Era um jogador que ia do 8 ao 80. Era irregular. Mudei o seu comportamento em treino. Se um jogador não treinar bem, não vai ter regularidade nos jogos. Ele é um jogador evoluído tecnicamente, rápido e muito forte no um contra um. Tinha de melhorar e de adaptar-se aos nossos métodos. Falámos individualmente com ele para ele trabalhar melhor durante a semana. Nem que desse o máximo em três das cinco unidades de treino. Só assim poderia ser mais regular. Ele tem ajudado a equipa assim como o Sauer, o Yusupha e o Morais, mais um jovem que lançámos. Os jogadores têm dado boa resposta e estão adaptados à nossa ideia de jogo.»




 

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