Nacional-Benfica, 1-2 (crónica)

Raul Caires , Estádio da Madeira
29 nov 2025, 20:21

Águia voou mais alto ao cair do pano

Sofrer para depois ser feliz. O Benfica venceu hoje o Nacional, por 2-1, em jogo da 12.ª jornada da Liga em que esteve a perder até bem perto do final do tempo regulamentar. Águias exibiram superioridade ao longo de todo do jogo, mas a eficácia nunca esteve do seu lado, embora também por culpa do coletivo madeirense, que soube defender bem em muitos momentos da partida e chegar na frente com perigo, embora com mais intensidade na segunda parte.   

Recorde o filme do jogo.

Num primeiro tempo de sentido único mas recheada de «meias» oportunidades de golo, o Benfica carregou insistentemente no último terço dos madeirenses, ao qual chegavam jogando entre linhas e também pelas alas. Mas o Nacional respondeu quase sempre bem no processo defensivo, limitando os espaços na zona de finalização. 

O duelo começou com um particular entre Leandro Barreiro que, aos 6m e 9m, obrigou o guardião Kaique a duas defesas de qualidade. Depois foi Sudakov a rematar, já perto da meia lua, com a bola a sair por cima da baliza.  

A equipa madeirense raramente conseguia passar do meio campo, e quando o fazia era por muitos por tempo. Mas reagia com assertividade à construção ofensiva dos encarnados, mesmo quando perdia a posse nas tentativas de sair em transições rápidas.       

As águias, bem instaladas no miolo, mostravam-se precavidas perante tais intenções, mas só tinham os olhos postos na baliza nacionalista, mas foi faltando eficácia, tanto na área como nos remates de meia distância.  

Aos 26m, Aursnes aproveitou um mau alívio e, já perto da área, rematou muito perto do poste esquerdo de Kaique. Quatro minutos depois, o guardião alvinegro defendeu um cabeceamento de Pavlidis, que surgiu no coração da área para corresponder a um bom cruzamento de Rodrigo Rêgo, na direita. Seguiram-se outros remates fora da área, mas desafinados. 

Entretanto, as transições do Nacional já haviam começado a chegar mais longe, mas foram os madeirenses que tremeram mais quando, aos 43m, Pavlidis desviou para o fundo das redes, num lance confuso já em cima da pequena área nacionalista. Mas o lance foi invalidado, uma vez que o grego encontrava-se em fora de jogo no início da jogada.   


Substituições precoces e golo

Nacional e Benfica regressaram para o segundo tempo com os onzes iniciais, mas por pouco tempo. José Mourinho foi o primeiro a mexer, colocando Prestianni no lugar de Rodrigo Rêgo, aos 58m. Tiago Margarido respondeu logo a seguir, lançando a jogo Labidi e Witi, por troca com Baeza e Nourani. 

Antes das alterações, Chucho Ramírez havia testado a segurança de Trubin, com um belo remate em arco, tendo Leandro Barreiro, na resposta, desperdiçado uma ocasião clamorosa para abrir o marcador. 
As substituições ainda estavam a ser assimiladas quando o Nacional chegou à vantagem. Decorria o minuto 60 e Otamendi perdeu a bola em zona proíbida, Paulinho Bóia trabalhou e tocou para Chucho Ramírez bater um desamparado Trubin. Prémio para a ousadia que os alvinegros trouxeram para a etapa complementar; ou castigo para a falta de eficácia encarnada.

A reação dos encarnados não tardou a aparecer, mas Kaique negou o empate a Pavlidis, que tentou finalizar já na área. Depois foi a vez de António Silva cabecear por cima já perto da baliza, na sequência de um bom cruzamento de Sudakov. 

O jogo estava bem aberto e indicava que o marcador podia voltar a mexer a qualquer momento. Aos 73m, Witi aproveitou uma transição para finalizar com um remate que saiu muito perto do poste direito da baliza de Turbin. 

A equipa lisboeta foi carregando mas só na reta final conseguiu contornar o desacerto. Aos 89m, Prestianni restabeleceu o empate com belo remate, após uma grande arrancada pela direita. E Pavlidis, já nos descontos (90+5m), operou a reviravolta, bem servido por Schjelderup. Mas a águia ainda passou por uma grande susto, quando Matheus Dias obrigou Trubin a efetuar uma defesa espetacular a um remate desferido fora da área.

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