Técnico confessa não ter assinado uma cláusula de confidencialidade e mostra-se feliz por «ter a liberdade» de contar a sua história
Bruno Lage recorda a saída do Benfica, após a derrota por 3-2 diante do Qarabag, e revela ter tido uma conversa curta com Rui Costa, em que lhe colocou «três condições» para deixar o comando técnico das águias.
Desde logo, não queria ter uma cláusula de confidencialidade, que lhe permitisse falar após sair do clube, e a ela juntar-lhe um último adeus aos jogadores, no dia seguinte ao jogo da Liga dos Campeões. O terceiro ponto prendia-se com a questão salarial, sendo que o próprio Bruno Lage referiu, em conferência de imprensa, que apenas queria receber até àquela data (16 de setemebro).
«Aquilo que se falou e o que eu queria era ter a liberdade de poder contar a minha história, sem mágoas, e desejar as melhores felicidades a todos. E também ter a liberdade, não apenas das pessoas que estão neste momento à frente do Benfica, mas numa eventualidade no dia de amanhã, não ver repetido aquilo que se passou há cinco anos, com um ou outro ataque, quer pessoal, quer profissional», assegura, em entrevista ao jornal «A Bola».
«Dez ou 15 minutos após eu ter chegado ao balneário, o presidente manda chamar-me e tivemos uma conversa muito franca e tranquila. Foi tudo muito rápido. Disse-lhe apenas que tinha três condições. A primeira era aquela sobre o meu contrato (cláusula de confidencialidade). A segunda é que só queria receber até àquela data e que ele respeitasse o contrato dos meus adjuntos. Por último, que eu no dia seguinte fosse despedir-me dos jogadores», acrescenta o técnico.
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