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Benfica-Sporting, 1-1 (destaques dos leões)

David Silva , Estádio da Luz, Lisboa
5 dez 2025, 22:40
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Cautelas de Hjulmand e caldinhos de Maxi Araújo

A Figura: Morten Hjulmand

Sempre com braçadeira e atitude de capitão, o dinamarquês brilhou especialmente no 1-0, a recuperar a bola do displicente Enzo Barrenechea com proatividade. Teve 86 por cento de eficácia de passe, cinco recuperações de bola e um raio de ação inteligente. Foi (e é) ele quem dirige a casa das máquinas leonina, tanto no momento ofensivo como defensivo. Mesmo num jogo tão quente como este, especialmente na segunda parte, não viu amarelo. Um diplomata.

O Momento: golo de Pote, 12m

Apareceu quase do nada. Mas um golo oferecido vale tanto como outro qualquer. Um pouco a fazer lembrar o golo sofrido pelo Benfica na Choupana, na jornada passada, Enzo perdeu a bola de forma displicente junto à grande área. Hjulmand estava atento e recuperou alto o esférico, oferecendo ao sortudo Pote. E assim iniciava-se um belo Dérbi.

Outros destaques:

Maxi Araújo: sangue sul-americano que se encaixa perfeitamente nestes dérbis quentes. Na primeira parte trabalhou bem duas chances de golo, sem pedir licença aos companheiros. Os remates saíram a rasar a baliza. Teve alguns desentendimentos com adversários, o que mancha um pouco a exibição, mas a verdade é que sai da Luz com um bom jogo efetuado.

Francisco Trincão: internacional português teve um jogo difícil, sem tanto espaço quanto está habituado. Porém, sempre que tocou na bola, teve nota artística e objetividade, uma combinação difícil de ter. Só na primeira parte fez um túnel, um sombrero, uma abertura primorosa para Suárez... mas faltou capacidade para ser mais feroz.

Pote: um pouco à sua imagem, marcou um golo e praticamente não apareceu mais no jogo. Sem grande vivacidade especialmente na segunda parte, sendo o primeiro a ser substituído, teve no golo o seu melhor momento, a aproveitar um erro colossal de Enzo Barrenechea.

Luis Suárez: teve a velocidade e o oportunismo de outrora. O que mudou, foi a qualidade da oposição. Otamendi negou-lhe um golo cantado, por exemplo. Teve uma ação defensiva essencial, na segunda parte, com um corte essencial de cabeça num livre estudado pelo Benfica.

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