Expulsão, golos e muitos assobios… Uma noite de emoções fortes na Luz
A temperatura e a vontade de regressar às competições internas eram bons aperitivos para a receção do Benfica ao Santa Clara, que foi tudo menos tranquila para os comandados de Bruno Lage. Um jogo bastante mastigado marcou os primeiros minutos do encontro, mas a expulsão de Paulo Victor trouxe um rumo completamente diferente ao encontro.
O regresso aos balneários mostrava um nulo no marcador e apenas Pavlidis conseguiu desfazê-lo, depois de um pontapé de livre que ainda teve a cabeça e Otamendi e as luvas de Gabriel Batista. O mesmo Otamendi acabou por borrar a pintura toda e Vinícius aproveitou o erro para dar o empate ao Santa Clara. No Estádio da Luz, um misto entre aplausos e muitos assobios.
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Uma novidade no onze do Benfica, com o regresso à titularidade de Tomás Araújo, muito por culpa da lesão que afasta, para já, Dedic dos relvados. As bancadas algo despidas de adeptos não impediram que o ambiente no Estádio da Luz não fosse o do costume e a bola começou a rolar com o normal apoio à equipa da casa.
A verdade é que o jogo começou algo morno, com o Befncia a controlar mais o esférico e o Santa Clara à procura de ferir o adversário no contra-ataque, aproveitando o espaço deixado nas costas da defensiva encarnada.
O jogo foi-se mastigando até bem perto do minuto dez, quando Richard Ríos teve tempo e espaço para atirar à baliza do Santa Clara e não se fez de rogado. Um remate forte, de pé esquerdo, apenas foi defendido por um mergulho sensacional de Gabriel Batista. Este pequeno duelo teve segundo round uns minutos depois, novamente com mérito para a intervenção do guarda-redes brasileiro.
Seguiram-se largos minutos de posse de bola do Benfica, mas sem qualquer tipo de proveito. Barrenechea ia virando o jogo com alguma frequência, mas a defesa do Santa Clara mostrava-se sempre muito compacta e pouco espaço oferecia aos comandados de Bruno Lage.
Ora, tudo parecia tranquilo quando Paulo Victor acaba por cometer um erro crasso. Num possível lance de contra-ataque das águias, o lateral brasileiro levantou o pé ao nível da cabeça de Tomás Araújo e começou por ver cartão amarelo. Só que após rever as imagens no VAR, João Pinheiro reverteu a decisão e decidiu mostrar cartão vermelho direto ao camisola 64 dos insulares.
A partir daqui o jogo mudou e o Benfica passou a dominar ainda mais a posse da bola, mas sem se livrar de uns belos sustos, sobretudo em cima do intervalo. Serginho fez o que quis junto à grande área das águias e obrigou Trubin a uma bela defesa apertada.
O que é certo é que o nulo se manteve e Bruno Lage sentiu a necessidade de mexer na equipa para a segunda parte. Tomás Araújo saiu de campo e para o seu lugar entrou o irrequieto Prestianni. As águias deram início a uma ofensiva bastante difícil de conter pelos comandados de Vasco Matos, que se limitaram a tentar aproveitar os contra-ataques para ferir o adversário.
Acabou por ser precisamente o argentino a sofrer a falta que resultou no golo das águias. Na sequência do pontapé de livre, Otamendi cabeceou para uma defesa de recurso de Gabriel Batista, que na recarga nada conseguiu fazer para travar o remate de Pavlidis. Uma explosão de alegria nas bancadas e algum conforto para a equipa da casa.
O mesmo Pavlidis quase repetiu a dose e certamente ainda estará a perceber como falhou o que parecia (muito) fácil. Pouco depois, Bruno Lage promoveu a tão aguardada estreia de Sudakov, que recebeu uma verdadeira ovação das bancadas da Luz.
Já quando grande parte dos adeptos se encaminhavam para a saída, eis que chegou o verdadeiro golpe de teatro. Otamendi borrou completamente a pintura e ofereceu de bandeja o golo do empate ao Santa Clara, com muito mérito total para Vinicius Lopes. Os adeptos (que restavam) nas bancadas ficaram incrédulos e o que se seguiu ao golo foi uma chuva de assobios.
Na retina fica uma exibição algo pobre em termos de ideias por parte do Benfica, perante um Santa Clara que quase sempre esteve compacto na defesa e audaz no contra-ataque.