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Benfica-Arouca, 5-0 (crónica)

Ricardo Gouveia , Estádio da Luz
25 out 2025, 22:33
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Benfica vence com maioria absoluta

José Mourinho anunciou que ia votar no Benfica e, mesmo antes das urnas fecharem, ganhou em toda a linha, com uma goleada convincente diante de um Arouca que na temporada passada tinha roubado dois pontos que se tornaram decisivos na luta pelo título. Desta vez não houve espaço para abstenção, os eleitores da Luz compareceram em força, Pavlidis fez um hat-trick, mas a grande «estrela» da noite foi Gianluca Prestianni, a surpresa que o treinador reservou para a noite eleitoral.

Uma noite tranquila para o Benfica, com três golos de penálti, quatro golos de bola parada, a proporcionarem um passeio à equipa de José Mourinho que acrescenta à noite eleitoral, que promete ser ainda longa, o resultado mais volumoso da temporada, desta forma, mantém a pressão sobre os rivais no topo da classificação.

Confira o FILME DO JOGO

José Mourinho reservou um joker para esta noite, ao lançar Gianluca Prestianni, acabado de regressar do Mundial de Sub-20, diretamente para o onze, integrado a frente de ataque, ao lado de Sudakov e Lukébakio no apoio direto a Pavlidis. Uma opção que permitiu a Aursnes recuar para a defesa do flanco direito, face à lesão de Dedic, mas Tomás Araújo também jogou de início, remetendo António Silva para o banco de suplentes.

Um onze renovado para defrontar um Arouca que procurou apresentar-se com uma certa ousadia na Luz, com um bloco subido e um jogo direto que raramente causou mossa no bloco sólido do Benfica que rapidamente assumiu as rédeas do jogo. O bloco subido do adversário, proporcionava espaço para o Benfica ganhar terreno sobre as laterais, com Lukébakio a fazer estragos na direita. No lado contrário era Samuel Dahl que atacava a profundidade, permitindo a Prestianni derivar para o interior.

Estavam lançadas as cartas deste jogo quando, logo aos 9 minutos, num cruzamento de Enzo Barrenechea, Van EE cortou a bola com o braço. Hélder Carvalho não viu, mas foi alertado pelo VAR, foi ver as imagens e apontou para a marca dos onze metros. Pavlidis, com um remate rasteiro e colocado, abriu o marcador para delírio das bancadas.

O Arouca não acusou o toque e continuou a jogar da mesma forma, procurado sair a jogar com passes verticais que eram facilmente intercetados pelo Benfica que, com espaço, chegava à área em dois ou três toques. Com Sudakov a jogar solto, a cair ora para um lado, ora para outro, os encarnados conseguiam fazer fluir o jogo junto à área do Arouca que até se fechava bem, mas cometia erros atrás de erros.

Foi assim que surgiu o segundo golo do Benfica, aos 22 minutos, novamente marcado por Pavlidis, mais uma vez desde a marca dos onze metros, depois de Trezza ter rasteirado Perstianni em mais um lance apontado pelo VAR. Ainda íamos a meio da primeira parte e o Benfica já estava mais do que confortável no johgo, não só pelos dois golos, mas porque o Arouca não conseguia chegar à área de Trubin. O primeiro remate dos visitantes surgiu apenas à meia-hora de jogo, na sequência de um erro de Sudakov que permitiu a Pablo Gozálbez destacar-se sobre o corredor central e rematar à entrada da área, mas ao lado.

Era o Benfica que mandava no jogo e, mesmo depois de ter levantado o pé, já perto do intervalo, ainda chegou a um terceiro golo, mais uma vez de bola parada, desta vez num pontapé de canto, marcado por Lukébakio, da direita, com Otamendi a entrar junto ao segundo poste para marcar de cabeça.

Mais um de Pavlidis e mais um penálti a fechar

O Benfica chegava, assim, ao final da primeira parte, com uma vantagem tranquila, diante de um Arouca em sub-rendimento que raramente incomodou. Se o Benfica já estava confortável, ainda mais ficou no arranque da segunda parte quando Prestianni recuperou uma bola e lançou Pavlidis para a área, com o grego a chegar ao hat-trick com o primeiro golo de bola corrida.

Começava a desenhar-se uma goleada diante de um Arouca que pouco mudou com as alterações promovidas por Vasco Seabra ao intervalo. Um Arouca que já tinha sofrido seis golos do Sporting e outros quatro do FC Porto e que parecia incapaz de fazer frente à festa que ia crescendo na Luz.

José Mourinho, depois do quarto golo, começou também a gerir a partir do banco, lançando sucessivamente Leandro Barreiro e Schjelderup, e mais tarde, também João Rego, Ivanovic e ainda o jovem Ivan Lima. Uma oportunidade para mais uma salva de palmas para Prestianni que acabou por sair pouco depois de ver um amarelo. João Rego entrou e marcou, mas estava claramente e não valeu.

A verdade é que o jogo, nesta altura, estava mais do que resolvido. O Arouca continuou inoperacional, melhorou ligeiramente com as entradas de Fukui e Djouahra, mas conseguiu juntar apenas mais um lance de ataque ao que tinha conseguido na primeira parte, mas Trubin não fez uma única defesa. Muito pouco para as expetativas que Vasco Seabra tinha lançado na antevisão do jogo.

Mesmo a fechar o jogo, João Rego, desejoso de mostrar serviço, ainda arrancou um terceiro penálti que Ivanovic transformou no quinto golo da noite.

O Benfica salta, assim, para o segundo lugar, ficando a um ponto do FC Porto e com mais dois do que o Sporting, mas os rivais ainda não jogaram.

Falta agora apenas saber o nome do novo presidente do Benfica para fechar uma noite que, para os benfiquistas, promete ainda ser longa.

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