Arouca-Casa Pia, 0-2 (crónica)

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
14 set 2025, 20:16

Gansos pararam para pensar e voltaram a ganhar

No reatar do campeonato após a pausa internacional, o Casa Pia veio a Arouca vencer os Lobos de Arouca por 2-0. O encontro, que registou inúmeras paragens no seu ritmo, terminou com uma justa vitória dos casapianos que souberam ser muito capazes nos vários momentos do encontro.

Confira o FILME DO JOGO

Em relação à última jornada, Vasco Seabra operou dupla alteração no onze arouquense. João Pereira, tal como o técnico afiançou na conferência pré-jogo, foi mais longe e fez cinco alterações no onze dos Gansos.

Um autocarro casapiano totalmente funcional e de dois andares

O autocarro é um meio de transporte que tem sido associado ao Casa Pia, num sentido figurativo (relacionado com o jogar dos Gansos), mas também porque, se bem se recordam, na última jornada o autocarro que transportou o Casa Pia à Vila das Aves avariou mesmo.

E nesse sentido figurativo, podemos dizer que o Casa Pia apresentou-se em Arouca com um autocarro totalmente funcional e de dois andares, pois foram os gansos quem entraram melhor no encontro e foram para o descanso justamente em vantagem.

Desde o apito inicial até ao intervalo, os Gansos pressionaram a primeira fase de construção arouquense de forma bastante intensa e ágil. Foi regular vermos todos os comandados de João Pereira a ocuparem o meio campo adversário, levando a que os arouquenses pecassem nessa construção e os adeptos da casa protestassem. Foram também frequentes as transições vertiginosas,

No que ao ataque diz respeito, também os casapianos estiveram por cima. Aos 8’ e 20 minutos, Livolant apareceu na cara de Valido e o guardião negou-lhe o golo com boas defesas (a última com a cara!). Pelo meio disso, aos 14 minutos, surgiu o golo dos gansos: Fukui tentou dar a bola a Danté, mas Larrazabal antecipou-se e cruzou para Cassiano que, no centro da área, não vacilou.

O Arouca, que teve muitas dificuldades no momento ofensivo, teve, como única chance digna de registo, um remate de meia distância de Danté, defendido com destreza por Sequeira.

Perante a reação arouquense, Casa Pia manteve-se firme

Era necessária uma reação diferente por parte da equipa da casa e os Lobos realmente entraram no segundo tempo com uma nova cara, muito distinta da do primeiro tempo. Apesar dessa boa entrada dos arouquenses, a verdade é que isso não se traduziu em oportunidades concretas de finalização. A solidez defensiva do Casa Pia sobressaiu-se, através de uma linha defensiva bem numerosa e bastante coesa.

Os casapianos ainda menos vezes ao ataque, mas, numa dessas poucas incursões no segundo tempo, fizeram o 0-2 final. Num pontapé livre bem executado e passivamente defendido pelos arouquenses, a bola acabou no centro da área, onde David Sousa teve estreia de sonho, marcando de cabeça.

Até final, os arouquenses foram carregando, avançando no terreno e o Casa Pia, sempre que podia, partia em transição. Como referimos abaixo, no negativo, o jogo terminou de forma infeliz, com uma paragem pela falha de um holofote (ainda que desse para se ver claramente), uma confusão nas bancadas e outras entre os bancos das duas equipas.

FIGURA: Livolant em alta rotação

O extremo francês dos casapianos esteve sempre em alta rotação, sendo o principal elemento desequilibrado na frente de ataque dos gansos. Não fosse João Valido, com boas intervenções, e o extremo teria juntado, pelo menos, um golo à assistência que realizou.

Momento do jogo: estreia de sonho de David Sousa

Estreia de sonho do central brasileiro contratado aos belgas do Molenbeek. Estreou-se como titular e marcou o golo que confirmou a vitória dos gansos. Uma entrada fulgurante junto ao segundo poste para cabecear uma bola cruzada por Livolant.

Negativo: as perdas de tempo e os nervos à flor da pele

Se o jogo teve momentos de destaque, como aqueles que referimos nesta crónica e no acompanhamento ao minuto, é certo que o jogo também teve inúmeras paragens. O primeiro motivo foi o excesso de faltas: 39, 17 para os arouquenses e 22 para os casapianos. Para além disso, especialmente do lado forasteiro, cada momento de reposição de bola (pontapés de baliza, lançamentos, livres, etc) eram motivo para perder uns quantos segundos.

Na reta final do jogo, o árbitro interrompeu o encontro devido ao apagão de um dos quatro holofotes do Estádio Municipal mas, apesar de já ser noite, ainda dava para ver tudo com nitidez. Para além disso, existiram lamentáveis confusões na bancada arouquense, mas a que levou a problemas no jogo foi a confusão entre os bancos das duas equipas.

 

 

 

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