Tudo o que se viu foi vermelho
O encontro de encerramento da 12ª jornada da Liga colocou frente a frente Arouca e Sporting de Braga, uma partida onde tudo o que se viu foi vermelho (4-0). O domínio bracarense cedo se impôs na partida, tendo começado a colher os frutos disso após a expulsão de Jose Fontán e, daí em diante, foi gerindo a seu gosto os destinos do encontro.
No que concerne às escolhas iniciais dos treinadores, em relação à última partida, do lado do Arouca, Vasco Seabra efetuou quatro alterações, fazendo entrar Mantl, Fontán, Esgaio e David Simão para o onze inicial. Já Carlos Vicens, pelos bracarenses, Vítor Carvalho, Dorgeles, Pau Victor, Grillitsch e El Ouazzani saltaram para dentro de campo.
No jogo da sorte e do azar, uns ganham tudo, outros perdem
Com novidades no onze e uma alteração no sistema tático, alterando o habitual 4x2x3x1 por um 5x2x3, o Arouca tentou conter um Sp. Braga que já se esperava superior. Desde bem cedo, os bracarenses posicionaram-se no meio campo ofensivo, deixando apenas Hornicek e dois defesas na sua metade de terreno. Apesar de terem grande parte da posse de bola, foi tarefa difícil desmontar a muralha arouquense, mas esta rapidamente começou a desmoronar: ao quarto de hora de jogo, Fontán viu o segundo amarelo e desfalcou a sua equipa pela terceira vez esta época. Serie o início de uma série de azares para os da casa.
A superioridade numérica, com naturalidade, pendeu a favor dos arsenalistas, que começaram a visar a baliza adversária à passagem do minuto 20 (referir que, antes disso, existiu uma grande penalidade revertida, após análise VAR).
Aos 26, existiu mesmo grande penalidade, devido a um puxão ostensivo de Alex Pinto a Grillitsch. Na conversão, Ricardo Horta teve pontaria a mais, acertando no poste, mas a bola bateu nas costas de Nico Mantl e acabou no fundo das redes. Pouco depois, novamente o capitão dos bracarenses no centro das atenções, desta vez assinando um golaço: Horta, descaído para a direita na área, efetuou um grande chapéu ao guardião dos arouquense e fez o 0-2 aos 31 minutos.
Até ao intervalo, o Sp. Braga procurava lucrar ainda mais, e ainda conseguiu fazer o 0-3, em novo azar dos arouquenses: corria o primeiro minuto de compensação quando Alex Pinto tentou aliviar para fora um cruzamento de Pau Victor, mas acabou a colocar o esférico no fundo das malhas.
Bracarenses geriram, arouquenses reagiram
O resultado ao intervalo, a toada de jogo e a superioridade numérica dos bracarenses indiciavam que o segundo tempo não teria muito mais a contar. Os arouquenses, apesar de tudo, chegaram a tentar reagir, com a tripla alteração ao intervalo, na qual Puche saltou para campo e assinou, ao minuto 62, o único remate defendido por Hornicek. Antes disso, nota para uma tentativa ousada de Fukui, que tentou surpreendeu o guardião, mas sem sucesso.
Todo o segundo tempo resumiu-se a pouco mais do que os bracarenses a gerirem o encontro e os arouquenses a procurarem não sofrer mais. Foram vários os remates do Sp. Braga no segundo tempo, mas só um deles entrou: na sequência de um canto, Lagerbielke cabeceou para o fundo das redes.
Com este resultado, o Sp. Braga sobe até ao sexto lugar, tendo os mesmos pontos que o Moreirense. Já o Arouca, que sofreu a quinta derrota consecutiva, mantém-se afundado na tabela, em penúltimo lugar (17º), com apenas nove pontos.